O novo lar

3032 Palavras
Anjo Não! Saia! Não, não me toque! Acabou, baby. Terminado. Eu nunca vou te deixar fora dos meus olhos novamente. Eu ... eu sinto muito ... Eu te amo .... Perdão, doçura. A telepatia algumas vezes mesmo entre  um casal pode criar confusão. -Ela ainda está fraca, mas seus sinais são fortes e estáveis. A recuperação é notável. Há marcas de ruptura de tecidos e perfurações em várias partes de seu corpo que sugerem um ataque de ... Grant ficou em silêncio sem saber como explicar que provavelmente seriam ataques de alienígenas. Dezoito meses se passaram. E parecia ter acontecido ontem. A chegada deles ao planeta... As mudanças... Tudo que antes eles conheciam havia mudado. Era um planeta que eles desconheciam. A Terra não era mais como antes... Foi difícil se adaptar a uma nova realidade em que os humanos viviam escondidos como sobreviventes enquanto todo o planeta era dominado por criaturas alienígenas. -Eu não vou sair do lado dela. - A voz estava decidida a não aceitar nenhum argumento. A chegada a base trazia preocupações urgentes. Garantir segurança para o abrigo de três mil sobreviventes significava manter sob controle os estoques de comida, água e medicamentos. Não havia mais comunicação. Não foi bem desligar a internet. É praticamente impossível acreditar que existe um botão para resetar ou iniciar uma rede tão amplificada e descentralizada de fluxo de dados. 1,2 milhão de km de cabos submarinos conectando os continentes e estavam destruídos pelo invasor. Era quase um milagre ainda existir eletricidade. Resgatar uma sobrevivente de uma nave alienígena.. Max era o tipo de amigo que Grant nunca pensaria em ter. Um alienígena. Eles pareciam quase humanos. Havia olhos que eram completamente dourados. E talvez mais outras diferenças que Grant estaria mais interessado em descobrir examinando curiosamente as amostras de sangue. Apenas  havia um detalhe. A garota resgatada...Angel parecia ter sido trazida para aquele laboratório com um protetor furioso. Havia um capitão que ficou furioso e não aceitou nenhum argumento dele. -Seja paciente, Zorack. -Você não vai conseguir organizar toda essa bagunça aqui. São quase três mil pessoas! Você conseguiu fazer um excelente trabalho com os escudos do Spartackus ao redor do hangar, mas estamos falando de pessoas. Pessoas assustadas e assustadas. Acho que eles merecem uma explicação. A única nave funcional que ainda existia. Uma das melhores. Tecnologia avançada e alienígena. -Como ela está afinal? Quer me explicar por que diabos não acorda? - Zorack não pareceu ouvir nada. - Por que ela ainda não acordou? Você me disse que os ferimentos dela eram superficiais, apesar das costelas quebradas. Grant suspirou em resignação. -Ela tem algumas costelas quebradas. Eu sei o que você quer saber, garoto. Grant balançou a cabeça pesarosamente. - Não sei dizer se houve abuso s****l, com diabos! Existem sinais de queimaduras na área genital. Eu precisava de quase três bolsas de sangue para evitar um choque que não consigo imaginar por quê. Não encontrei nenhuma evidência de sangramento por isso. A paciência de um Edriano era curta. Nem no planeta Édrin, Zorack era muito paciente. -Mas ela está sangrando. Era um argumento para o qual o velho doutor Grant, que pretendia se aposentar, não sabia como explicar. -Bem, a fisiologia dos humanos ... - Grant suspirou constrangido. - É perfeitamente normal uma mulher sangrar. E você nem conheceu o famoso TPM, ET. Espero apenas! O médico revirou os olhos tentando ser sério em uma situação absurda como aquela. Não sabia bem como explicar a fisiologia dos humanos e pelo jeito era bem diferente dos seres que chegavam do espaço. A mão de Max ainda apertava o ombro de Zorack para ter paciência. Ele ardia de culpa e remorso. -Também? - ergueu a voz com visível aborrecimento. - Desde quando é normal ... Grant respirou profundamente. Incrível! Eles falavam perfeitamente o idoma da Terra. E as explicações não haviam deixado o médico nada satisfeito. -É o ciclo reprodutivo perfeitamente normal de uma mulher humana. Há descamação das paredes internas do útero quando não há fertilização e ocorre todos os meses. Eles ocorrem com muita frequência e não duram mais do que sete dias. Claro, eles podem acontecer em mulheres que não sabem que estão grávidas ou por meio do uso de anticoncepcionais. Suponho que não estamos levantando a possibilidade de uma gravidez ... Grant ficou em silêncio com o olhar assassino que recebeu. Zorack zangado tentou controlar todo o humor. - Isso é primitivo. E ainda pretende resistir e lutar contra K'Aldriants? Na maioria das vezes, não há dano ou benefício para o corpo da mulher durante a menstruação. Apesar de todas as suas queixas, Zorack sentiu seu interior revirar. Se eles tivessem experimentado ou implantado embriões como costumavam fazer ... Grant suspirou em resignação. -Olha, eu sei que você está preocupado! - o médico tentou outra abordagem. - Posso garantir que apesar da aparência abatida da garota, Angel está bem. Não estamos falando de nenhuma gravidez inesperada. Não há nem sinal de aborto que possa aumentar a chance de Angel estar grávida, certo? -E mesmo assim ela não acordou! - Zorack olhou frio. - Ela não deveria estar acordada? Já faz quase três dias que está assim. -Ela vai acordar assim que estiver pronta para isso, garoto. Não sabemos o que a garota passou. Deixe sua mente cuidar de tudo. O Edriano grunhiu baixinho. Não eram respostas para as perguntas que ele queria. As marcas de mordidas e queimaduras a laser o fizeram sofrer no inferno. Era inquestionável que aquelas criaturas se alimentaram de seu sangue. Ele estava pronto para enlouquecer se perguntando o que mais havia acontecido. Angel tinha até acordado duas vezes durante todo esse tempo bastante assustada e lutando contra ele na tentativa de escapar de suas mãos, antes de retornar à letargia irritante após administrar sedativos para que o corte em seu braço não sangrasse novamente. As palavras podiam ser incompreensíveis, mas havia uma que ele havia entendido muito bem. Ravenack. -Não preciso descansar. - ele decidiu intransigentemente. - Não até eu ter certeza absoluta de que ela está realmente bem. Grant e Max se entreolharam sem saber o que fazer. Fora do laboratório, várias pessoas precisaram ser alojadas e os suprimentos checados para que o estoque não sofresse perdas desnecessárias. E aparentemente tudo isso teria que esperar. -Estamos presos aqui? Ainda tem gente lá fora.- alguém gritou alto e furioso. -E o que isso importa? Você viu o que está lá fora, mulher irracional? Eu tenho filhos que ... -E quanto tempo você acha que vamos sobreviver assim confinados? Eles falaram de uma pandemia. Outra pandemia! A distância aqui será ... -Ah, cala a boca! -outro gritou com mais raiva. Quem se importa com a distância? Isolação social?! Pandemia? Estamos sendo invadidos. O maldito planeta foi invadido por coisas ... -Eu ouvi esses rumores. Eles são um absurdo! Ainda não temos evidências de que sejam hostis! O homem alto gesticulou em perplexidade. -Eles são hostis na minha opinião se eu for o aperitivo da refeição. A gritaria continuou em alto astral no ambiente confinado. Respirando fundo, Zorack olhou para Max e suspirou. Daria mais trabalho do que  poderia imaginar para acalmar aquelas pessoas. Resignado, seguiu em frente sem dar importância aos humanos que se afastaram curiosos. -Talvez ela esteja certa. Pode haver pessoas. - Zorack falou em voz alta enfrentando os olhares de medo e curiosidade. - Existe um vírus mortal na atmosfera do seu planeta. E teremos que encontrar uma maneira de sobreviver confinados enquanto aguardamos o resgate. O silêncio caiu pesado e opressor. -Você ... você não é ... - Uma mulher começou a falar e calou-se. - Eu não sou humano. Meu nome é Zorack. - O capitão concordou, mantendo o olhar fixo em sua plateia tentando demonstrar algo que não sentia. Confiança. Estamos todos aqui juntos e seguros enquanto os escudos de defesa da nave funcionarem. Posso garantir que eles são hostis. Vamos nos organizar, reunir os suprimentos que temos e continuar vivos. Isso é o que mais importa no momento. Ele começou a dar ordens e sua mente ainda estava presa na garota inconsciente. Respostas. Angel inevitavelmente faria perguntas para obter respostas que preferia não ter de dar. Tudo no corpo doía ao menor movimento. O silêncio foi a primeira coisa que chamou a atenção de Angel quando ela abriu os olhos assustada. A segunda e mais urgente era a necessidade de banheiro com pressão na bexiga. Era uma sala com poucos móveis. E sem janelas. A sensação de prisão a incomodou. Desde quando uma sala não tem janelas? Foi uma prisão? Ela lutou para mover as pernas e a cabeça girou. Logo depois ela ouviu uma praga muito clara. Braços fortes a seguraram com cuidado enquanto respirava lentamente. Havia alguma parte de seu corpo que não doeu? -Maldição, garota! Eu te deixei sozinho por apenas alguns momentos desta vez. As pessoas de fora estão agitadas e discutindo. -Zorack tinha a cara mais feia que conseguia lidar com severidade. Zorack? Angel olhou como se a visão fosse mais uma alucinação. E ainda assim a sensação dos braços quentes contra seu corpo a fez ofegar. -É ... é mesmo você? - sua voz saiu fraca e baixa. - Eu preciso ... eu preciso de um banheiro. Eu preciso ... muito que fazer ... fazer ... Zorack observou sua aparência cuidadosamente. -Eu posso resolver isso! - Ele concordou levantando Angel nos braços e caminhando até a porta entreaberta no canto da sala. Angel parou tonto. Era realmente ele. A forma eterna de dar ordens! A realidade voltou como uma bênção para ela. Chega de espaçonaves hostis, clones ou alienígenas. Nem Ravenack. Pensar nele a fez estremecer. -Acho melhor chamar o médico. Você não teve febre, mas mesmo assim ... -Por favor, Zorack. Eu só preciso ... - ela abaixou a cabeça, constrangida ao ser colocada no chão e mais constrangida ao perceber que Edriano não pretendia ir embora. - Eu não estou indo a lugar nenhum. - declarou ele categórico. - O jeito que você consegue arranjar vai acabar caindo. Angel olhou para ele sem graça. -É ... é ... Sério, Zorack. Eu tenho que fazer ... droga! Preciso de urinar. Não consigo encontrar você procurando. O sorriso de Zorack divertiu-se com sua vergonha. -Há algum lugar que eu não toquei ou provei que é tão estranho? Não temos hospitais por aqui. Quem você acha que cuidou de você nesses três dias? Ele sorriu presunçosamente. Seus olhos se arregalaram quando ela se sentou no vaso sanitário, a boca apertando. Ela olhou para seus próprios braços, ciente de que ainda havia marcas em seu corpo e calafrios de um arrepio. Os hematomas ainda estavam roxos em suas pernas e braços. -Você não é sério! Te odeio! - Angel grunhiu miseravelmente sem conseguir estancar a pressão em sua bexiga e mordeu os lábios de dor para urinar. Pela primeira vez, Angel viu Zorack sorrir em seu rosto abatido e escuro, apesar de sua preocupação. -Fico aliviado ao perceber que você está se sentindo melhor. Grant prescreveu uma pomada que vai ajudar. - Ele permaneceu divertido. - Agora podemos providenciar um banho para você e talvez comida. Você deve estar faminto. Ela pretendia responder que poderia fazer isso muito bem sozinha quando notou Edriano abrindo os botões da camisa, engolindo em seco. Ele certamente não pretendia tomar banho com ela, não é? -Eu pensei que fosse tomar um banho. - Ela assistiu com má vontade. Mesmo assim, seus olhos estavam fixos em cada parte de seu corpo que foi lentamente exposta. Os músculos definidos fariam Spike suspirar. Ela até gostava de deslizar os dedos por eles, deliciando-se com sua pele macia. -Não sozinho. Você vai conseguir me dar mais trabalho e para o médico cair e se machucar. E quanto ao banho ... Melhor não arriscar. Angel engoliu em seco. Seus fracos protestos foram indiferentes quando Zorack calmamente começou a levantar a camisa que ela vestia. E a vergonha voltou em dobro. Ela nem mesmo queria ver como o resto de seu corpo estava. O resto provavelmente seria muito pior com os hematomas. Que diabos! Devo ser horrível! Ele contraiu seriamente a mandíbula. -Vou tirar sua roupa e talvez pegar algum analgésico mais tarde. Você ainda está com muita dor? Angel acenou com a cabeça em silêncio. Era estranho que Zorack estivesse na sua frente, cuidadoso e preocupado. Definitivamente não era o que ela esperava depois de fugir e todas as brigas. -Estou bem. - E era pior do que mentiras. tudo doía: braços, pernas e cabeça. Ela começou de novo, hesitante: Zorack -Tenha dó. Vai acabar se machucando. Não há enfermeiras por aqui. ... Ele finalmente estava admiravelmente nu e capaz de tirar seu fôlego. Um corpo magnífico esculpido por trabalhos forçados nas minas de N'Tirlay. Angel sentiu as pernas fracas esperando o momento em que as repreensões viriam, prometendo a si mesma que não reclamaria. No mínimo, ela deveria estar aliviada por ter escapado das garras de Ravenack. -É melhor você parar com esses olhares maliciosos, garota. - resmungou decidido ao abrir a torneira do chuveiro, controlando a temperatura. -Volte para a cama e coma. Pelo menos nas costelas ... Zorack balançou a cabeça com força. Depois dos exames, o velho Grant relatou com admiração que o sistema de Angel curou suas feridas com uma velocidade incrível. Assim como os K'Aldriants faziam quando estavam feridos e a ideia não era agradável. -Zorack, o que Scarllet disse sobre ...- Angel tentou encontrar coragem. Ele olhou para ela muito sério. Ele não gostava de se lembrar da reação da tripulação ao descobrir que Ravenack havia de alguma forma invadido a segurança do Spartackus. Ele respirou pesadamente e ficou quieto no início. -O que ela disse? ele perguntou com cautela. A verdade. Ele não se sentia preparado para a verdade ainda mais quando quase a perdeu. Não depois de Klaus. Com cuidado, ele trouxe Angel para perto, abraçando seu corpo contra o dela, permitindo que a água quente os aquecesse. -Ela ... ela ... eu sou realmente uma ... uma ... Angel engoliu em seco e ficou terrivelmente apavorado enquanto se encolhia contra seu amante. -Caílin. Não tem a menor ... -Um híbrido dessas coisas e isso não é importante? - a voz dela estava nervosa. - Eu ... eu comi ... Zorack notou o soluço baixo suspirando novamente. -K'Aldriants geralmente se alimentam de sangue. - Sua explicação foi muito cautelosa. - Têm grande capacidade de regeneração o que explica a cicatrização das suas costelas. Anjo, aconteça o que acontecer ... -Não importa? - perguntou ela finalmente chorando. - Que tipo de monstro eu ... As mãos dele tocaram seu rosto abatido e agoniado. -Isso não era motivo para fugir daquele jeito e se colocar em perigo. - A repreensão foi muito branda e Angel sabia muito bem. - Quase me matou de tanta preocupação. Tudo o que importa é que você está seguro agora. Ela não ignorou a verdade de suas palavras. E a imagem daquele outro Zorack a bordo do navio a fez contrair em agonia. Ela não sabia mais como conter o desespero tentando imaginar o que tinha acontecido além dos beijos. Não era justo. Zorack pode ter desconfiado, mas até então não havia feito mais perguntas sobre o que havia acontecido. Angel percebeu que a pele formigou agradavelmente. Era o seu cheiro. Tudo o que ela queria era que ele a beijasse como se pudesse apagar as memórias odiosas que ela trouxe com ele. E Zorack se afastou delicadamente para pegar o sabonete. -Nada disso, senhora. - Ele ainda estava sério. - Eu não costumo ser tão tolerante. Você descobrirá isso com abstinência completa até ter certeza de que está tudo bem. Grant pode ter liberado você, mas ainda estou levando o diagnóstico a sério. Angel fez beicinho de desgosto. Não era muito pedir um beijo. -Me desculpe por tudo ...- Ela chorou de novo com dificuldade se agarrando a ele. -Shhhh. Terminado. Foi minha culpa. Eu deveria ter sido mais cuidadoso com ... -Eu não queria ser um problema ... -E não é! Não é sua culpa o que aconteceu! Você fugiu porque pensou que era? -Por minha causa você viveu como uma escrava e ... Zorack esqueceu todo cuidado, e sua boca acariciou seus lábios trêmulos e gemeu de tortura quando percebeu que Angel aprofundou o beijo e o deixou sem fôlego. Depois de todo o medo ... ela estava segura e ali. Era tudo o que ele poderia desejar. O desejo surgiu com intensidade fazendo-o resmungar no controle. A essa altura, Angel já havia conseguido deixá-lo e******o e com uma ereção dolorosa quando sentiu os dedos dela provocando-o. -Tenha pena, doçura. Você conseguiu me dar um grande susto. Desta vez, você obedecerá a todas as ordens do médico. -Estou bem. Quase não dói. E ... - um movimento mais abrupto dela trouxe um gemido forte que fez Zorack estreitar seu olhar avaliativo. -Mesmo assim... -Zorack, sobre o que aconteceu ... A nave. Havia um clone com meu rosto. Eles fizeram experimentos. Humanos foram levados para lá. Eu estava com medo ... eu pensei que você ... -Não precisa conversar ... ou explicar ... -Ele tentou parecer calmo. Não importava o que tivesse acontecido. -Não sei o que aconteceu e essas marcas no meu corpo .... A mandíbula de Zorack se apertou quando sua mão pressionou descuidadamente contra seu quadril, observando com raiva os hematomas em sua pele com um nó na garganta seca. Marcas de queimadura. Era sempre assim que encontravam sobreviventes de ataques daquelas coisas. -É muito melhor. Não haverá nada para assombrar seus sonhos, Anjo. Ela assentiu baixinho, deixando o amante lavar seu cabelo, o sabonete deslizando suavemente por sua pele. Ela não reclamou quando a toalha passou cuidadosamente pelo corpo ao secá-la, apesar do constrangimento das bandagens. Os dedos que aplicaram a pomada foram ainda mais constrangedores, delicados e decisivos apesar de seus gemidos de dor com as marcas de queimadura em um lugar tão íntimo. E Zorack deitado na cama, carregando Angel sonolento em seus braços, ele não poderia estar mais errado. As lembranças do que acontecera estavam no subconsciente da garota. Era para erguer uma parede entre eles, exatamente como Ravenack esperava.
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