LORENA NARRANDO — Colocamos fogo na boate em Istambul. Tudo explodiu junto com ela. Já tirei tudo que poderia me incriminar — ele disse com firmeza. — Mas sabemos que nada está no seu nome. — Menos m*l — comento, apoiada na sacada do quarto de Marcos, olhando para a favela. — Se vocês estão seguros, eu também estou. — E agora? O que você pretende fazer? — Não vou ficar muito tempo aqui no morro. Estou começando a achar que o Marcos está me enrolando. — Como assim? — Tenho a sensação de que ele não vai cumprir o que prometeu. — E pretende ir pra onde? — A gente precisa montar um plano pra você me tirar daqui — respondo, séria. — Vou pensar em algo — Carlos diz. — Meu prazo aqui é de, no máximo, dois meses. Não posso passar disso. Meu pai e meu marido já anunciaram que fui sequestr

