Episódio 1

1406 Palavras
ah, era uma noite qualquer depois do trabalho, estava exausta e só queria ir pra casa, mas aí vem a maluca da vanessa me convidando pra beber um copo -vanessa- e aí mary, já vai? q coisa ein -mary-preciso ir vanessa, está tarde e hoje o dia foi cheio, só quero um banho quente -vanessa- qual é mary, hoje é sexta e abriu um novo bar na esquina, vms pra lá prfvr olhei pra ela meio indecisa -vanessa- tlvz encontremos alguns gatinhos lá -mary- quando vc vai descobrir q homem não é tudo na vida vanessa? -vanessa- eu só quero aproveitar o momento rimos juntas e depois ela conseguiu o que queria chegamos lá e o lugar era realmente bonito, leds verdes e azuis por todo lado, música alta, uma pista enorme, pessoas dançando pra cá e pra lá -mary- vc fez reserva? é q está tão lotado -vanessa- claro que sim né amiga, tenho aqui os passes- disse ela empolgada e saltitando suspirei, olhei pra ela e dei um sorriso falso n queria estar ali mas ela insistiu tanto que n teve como negar entrando no lugar que estava completamente lotado, fomos direito para o bar pedir duas bebidas -atendente-o que vão querer senhoritas? -vanessa- vou querer uma vodka bem forte!- disse ela cheia de entusiasmo -mary- vou querer um tónico -vanessa- ai mary, qual é, aproveita amiga -mary- vanessa, você sabe muito bem que eu não queria estar aqui -vanessa- aff -suspirou meio desanimada, mas logo voltou ao semblante alegre-tive uma ideia, vamos para a pista de dança! disse ela se levantado e rodopiando pela pista me chamando pra dançar também eu recusei mas vanessa é tão insistente e nunca desiste de algo quando põe na cabeça -mary- está bem, está bem, eu vou -vanessa- de certeza que você só está habituada com essas dancas de salão dos ricos, isso aqui é que é dança de verdade amiga! ela não estava errada, eu tinha aulas de dança de salão e piano todos os finais se semana, meu pai sempre foi rigoroso quanto à isso minha mãe dizia sempre que ele me pressionava muito mas ele dizia que no futuro eu agradeceria por isso já na pista, vanessa estava dançando que nem uma louca e fui entrando no ritmo louco dela balançando o corpo e girando por toda a pista quando de repente sinto um empurrão forte mas sou logo agarrada pela cintura antes que caia levanto os olhos e a vista de cima era surreal um homem com uns 1.95 que parecia mais uma muralha, ombros largos, braços musculados e fortes, mesmo atráves do terno preto que usava eram bem notavéis, ele era um homem de cabelos pretos curto, olhos castanhos que mais pareciam amêndoas -vc está bem?- perguntou o homem, com uma voz rouca e grave -eu...eu...-tropecei nas palavras- eu estou bem, obrigada ele me largou de seus braços, mas gostaria que não o tivesses feito, estava sendo bom ser segurada e estar presa ao corpo de um homem desses -sério? é que vc quase tropeçou, n torceu o tornozelo?-resoou novamente a voz grave em meus ouvidos -não, ele está bem...-disse fixando os olhos nessa obra prima ele se agachou e apalpou o meu tornozelo de uma forma leve e sem ser bruto levantou o olhar pra mim e eu desviei, senti minhas bochechas coradas -bem, vc tem razão, ele está bem- disse ele se levantando e sacudindo a calça social preta -pois- disse desajeitada -você precisa de boleia para casa ou veio acompanhada?-disse ele me encarando sério -não precisa, estou acompanhada de minha amiga -está bem então, boa continuação senhorita...? -baltazar!-disse apressada. ele olhou pra mim espantado -o que faz a filha de ernesto baltazar nessa espelunca?-disse ele num tom de deboche -minha amiga me convidou pra beber um copo e é isso ele olhou fixamente pra mim e delizou os seus olhos pelo meu corpo eu tentei não encarar ele por conta do constrangimento mas era inevitável -bom, até a próxima senhorita baltazar- disse ele se virando e se afastanto com as mãos no bolso e em passos leves eu fiquei um momento parada olhando pra ele se afastanto e desaparecendo na multidão não demorou muito e apareceu vanessa me tirando da transe em que estava -amiga!- disse ela gritando- quem é esse homem com quem você estava falando? ajeitei os meus cabelos castanhos e lisos, e respondi- não sei, ele me ajudou quando eu ia tropeçar- disse um pouco em choque ainda -vanessa- que homem ein amiga! me diga q você ficou com o número dele. -mary- claro que não, oxi vanessa- disse tentando desviar o olhar -vanessa- qual é amiga? nunca pega ninguém, vai acabar morrendo virgem se continuar assim! -mary- estou esperando o momento certo, não sou culpada se você quer sair dando pra todos- disse eu já um pouco irritada -vanessa- oxi amiga, estava apenas brincando mas se bem que você podia pegar o número dele assim mesmo -mary-você não muda mesmo gargalhamos juntas, bebemos o último copo e fomos para casa ainda em choque com o que tinha acontecido e daquele homem que parecia ter saído de uma capa de revista, despi a minha roupa e fui em direção ao banheiro e liguei o chuveiro VRUM VRUM tocou o telefone, fui em direção à ele e vi que era meu pai ligando -oi papai, como o senhor tá- disse eu de primeira, já estava um bom tempo sem falar com ele -eu estou bem e você minha filha? como vai o trabalho? -está indo bem, acabamos de abrir outra sede em minas gerais -isso é muito bom minha filha!- disse ele num tom muito animado -parabéns filhota, mamãe te ama!- gritou minha mãe do fundo -obrigada vcs os dois, não estaria aqui se não fosse por vocês -bem filha liguei porque preciso falar com você sobre algo sério- disse ele num tom nítido e sério -está bem papai, oq foi que aconteceu?- perguntei nervosa com a mão na boca -tem que ser pessoalmente minha filha, amanhã mando o motorista vir te pegar -amanhã tenho uma reunião importante papai não p...-fui cortada por ele -cancele mary! não sei como, mas apareça-disse ele quase berrando respirei fundo e respondi -sim papai -ok, até amanhã minha filha, fique bem *ligação terminada* parei pensando no que meu pai queria falar comigo tomei meu banho, comi e fui para cama ainda pensativa algo me diz que isso não é boa coisa... já no dia seguinte acordei com os raios de sol na minha cara, vi a hora e opa, já eram 9h45m e o encontro com meu pai era às 10h00m levantei rapidamente da cama, fui correndo para o banheiro fazer minha higiene, meti um vestido vermelho travado com um decote discreto, passei um batom vermelho também e um rímel, me perfumei e fui tomar meu café liguei para a minha secretaria e disse para ela cancelar todas reuniões do dia -celine- bom dia, sra.mary -mary- bom dia celine, como estão as coisas na empresa? -celine- estão bem senhora, gostaria de realçar que a sua reunião será às...-interrompi ela de forma educada -mary- desculpe celine, mas cancele todas reuniões do dia -celine-mas senhora, os investidores-exclamou -mary- pode deixar isso comigo, apenas cancele, tenho coisas para fazer -celine- está bem senhora, tenha um bom dia- despediu sempre gostei de celine, é de uma família humilde, uma jovem concentrada e sabe o que quer é difícil encontrar jovens hoje em dia focados nos estudos ou a procura de trabalho ela é diferente, vejo nela um futuro prospéro terminei meu café e fui saindo do ap -marcos- bom dia sra.mary!- exclamou marcos sempre simpático e com um sorriso no rosto marcos é o porteiro do prédio, já está na casa dos 50 anos, trabalha lá desde que me mudei pra são paulo -mary- bom dia marcos, todo bom? como anda a família? -marcos- está tudo bem, obrigada senhorita dei uma gorgeta pra ele de 700 reais ele agradeceu imenso -marcos- qual é senhorita mary, não era necessário -mary- claro que era, você passa o dia inteiro aqui, precisa comer, se manter forte -marcos- obrigada mais uma vez senhorita!- exclamou alegre o motorista chegou, desceu do carro e abriu a porta pra mim à caminho da casa de meus pais eu pude sentir meu coração palpitar de ansiedade e eu só conseguia pensar numa coisa: "oque será tão importante que meu pai quer falar comigo?"
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