13: A Bastarda e o Herdeiro

1035 Palavras

A mansão dos Bianchi era um organismo vivo — respirava pelas paredes, murmurava pelos corredores. E agora, parecia observá-la, cada canto ecoando o que ela queria desesperadamente esconder. Isadora caminhava com cuidado, tentando agir normalmente. Cada passo era medido, cada gesto calculado para não chamar atenção. Mas o corpo a traía — os enjoos vinham em ondas discretas, a cabeça latejava, as mãos suavam. Ela passava reto pelos empregados, fingindo ser invisível, mas sabia: estavam de olho. Uma mulher parada no final do corredor — a governanta — observava com a neutralidade fria de quem julga sem precisar falar. Preciso avisar Matteo antes que seja tarde. Isadora acelerou o passo. Subiu as escadas até o andar superior, onde ficava o escritório dele. Bateu na porta, duas vezes. Nada.

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