Augusto e Hanna compartilhavam um momento de pura conexão ao contemplarem juntos a majestosa despedida do sol no horizonte. Entre suspiros encantados, Augusto dirigiu-se a Hanna com uma suavidade irresistível e proferiu as palavras: "-Não é verdadeiramente magnífico?"
Hanna, com um olhar tímido e profundo, mergulhou nos olhos de Augusto e, com uma voz suave, respondeu: "-Sinto-me profundamente grata por você ter me proporcionado essa experiência inesquecível."
Enquanto a luz solar dançava sobre as águas serenas do mar, ambos se encontravam imersos na serenidade do momento. No entanto, algo peculiar estava acontecendo com Hanna na presença de Augusto. Pela primeira vez em sua vida, ela experimentava uma mistura de emoções desconhecidas que a dominavam completamente. Seu corpo era tomado por um nervosismo palpável, seu coração batia aceleradamente em seu peito e sua respiração parecia escapar-lhe aos poucos. "O que está acontecendo comigo?", indagou-se Hanna, perplexa diante dessa avalanche de sensações. A simples proximidade de Augusto era capaz de despertar um turbilhão de sentimentos em seu ser.
Enquanto seus olhos se encontravam com os de Augusto, Hanna sentia uma conexão profunda e intensa. Os olhos azuis profundos de Augusto pareciam espelhar a imensidão do mar, capturando toda a sua beleza e mistério. Aquele momento de contemplação mútua era como se o oceano e o céu se fundissem em um só, criando uma atmosfera envolvente e mágica.
Hanna não conseguia desviar o olhar do abdômen perfeitamente esculpido de Augusto, cada músculo definido, as veias expostas no seu braço eram como pequenos rios que percorriam um caminho sinuoso, mostrando a vitalidade que fluía em seu corpo.
Apesar de ter vivido uma vida repleta de amores e experiências românticas, Augusto nunca havia sentido algo tão intenso como o que Hanna despertava nele. Era uma mistura arrebatadora de sentimentos que o deixava atordoado e sem palavras. Ele se encontrava em um estado de contemplação constante, tentando decifrar as nuances dos sentimentos que pulsavam em seu peito.
As mãos de Augusto e Hanna se encontraram de forma sutil e quase imperceptível, transportando uma eletricidade que nenhum deles poderia ignorar. Hanna, ao perceber sua mão tão próxima da de Augusto, sentiu uma onda de nervosismo percorrer seu corpo, fazendo com que todos os pelos se arrepiassem. Enquanto isso, sem que tivessem consciência, eles se aproximaram cada vez mais um do outro, como se fosse um movimento inevitável e irresistível.
Em um gesto ousado e cheio de desejo, Augusto colocou sua mão suavemente no queixo de Hanna, mergulhando seus olhos nos dela. O tempo parecia parar enquanto os dois se encaravam, um misto de emoções pulsando entre eles. Por vários segundos, eles mantiveram esse contato visual intenso, como se estivessem se comunicando em um silêncio profundo e apaixonado até que seus lábios se tocaram brevemente.
No entanto, um choque de realidade rompeu o encanto desse momento. Hanna se afastou abruptamente de Augusto, lutando contra a mistura de sentimentos que a dominava. A voz da razão ecoava em sua mente, "- Augusto, você é meu chefe, isso não é correto. E não é apenas isso, você tem um filho e uma casa cheia de quadros com outra mulher. Você tem uma sogra. Isso não deveria estar acontecendo!"-
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Hanna se levantou da areia do mar, sentindo o peso dessas emoções conflitantes. Seu coração palpitava descompassadamente, enquanto ela corria em busca de uma fuga para a confusão que se instalara em sua vida. A verdade nua e crua se revelou a ela: estava apaixonada por Augusto. Esse sentimento arrebatador a dominava por completo, deixando-a sem saber como lidar com essa nova realidade que se impunha diante dela. O amor, muitas vezes, não segue os padrões e as convenções esperadas, e agora Hanna estava diante desse desafio.
Augusto, mergulhado em um mar de sentimentos contraditórios, se deixou levar pelo peso da culpa ao perceber que não havia compartilhado com Hanna um detalhe crucial sobre sua vida: ele era viúvo. A ausência dessa informação importante pairava sobre ele como uma nuvem escura, carregada de remorso e arrependimento. A imagem de Hanna saindo daquela maneira, magoada e confusa, ecoava em seus pensamentos, fazendo-o questionar suas próprias ações.
Enquanto estava deitado na areia, a brisa do mar acariciando seu rosto, Augusto não pôde deixar de sorrir ao relembrar o breve momento em que seus lábios se encontraram com os de Hanna. Aquele instante fugaz deixou uma marca indelével em sua memória, uma sensação de ternura e i********e que o pegou de surpresa. As borboletas no estômago e o calor que percorria seu corpo indicavam algo novo e intenso: a possibilidade de estar apaixonado por ela.
Essa epifania repentina fez com que Augusto se levantasse da areia com uma determinação renovada. Ele sabia que não podia deixar a oportunidade de se explicar e consertar os erros cometidos escapar por entre seus dedos.