A noite se espalhava como um manto n***o sobre a propriedade de Mateo, e o silêncio que a envolvia era interrompido apenas pelo som distante das ondas quebrando contra as pedras da costa. Dentro do escritório, o ambiente era preenchido pelo aroma sutil de madeira envelhecida e pelo brilho suave das luminárias douradas, que lançavam sombras difusas nas paredes decoradas com retratos e mapas antigos. Lorenzo estava concentrado, seus dedos deslizando sobre os braços da poltrona de couro quando, de repente, algo captou sua atenção. Seu olhar se voltou com urgência para a janela, e num movimento instintivo, ele se levantou rapidamente. Seu corpo ficou tenso, os olhos estreitados, tentando focar no que havia visto. Mateo, que até então analisava documentos sobre a mesa, franziu a testa ao not

