Um ano depois É meia-noite quando entro no quartinho intocado de Mayssa. Os móveis estão todos no lugar. O closet, cheio de roupinhas que, secretamente, mandei abastecer. Uma única funcionária limpa o cômodo toda semana e o tranca em seguida, mantendo sigilo sobre o que há aqui dentro. Ninguém além de mim tem permissão para entrar. Não sei porque mantenho esse quarto, já que nunca conheci Mayssa e temo que isso possa nunca acontecer. Mas faço assim mesmo. Isso me parece certo. Coloco uma caixinha de veludo em cima do seu bercinho delicado, com os lençóis e a decoração que Elisa escolheu. Meu estômago embrulha a cada vez que penso nela, e saber que a perdi para sempre me dá vontade de vomitar. É por isso que vivo bebendo. Desde o dia do casamento de Vittorio, quando Dante per

