Carolina não soube dizer como chegou em casa sem bater em algum poste ou provocar um acidente; por milagre estava intacta assim como seu carro. Deu acordo de si quando abriu o portão. Enxugou as lágrimas que não paravam de cair; não queria que os pais ou mesmo Luzia a vissem aos prantos e fizessem perguntas; entrou na casa e passou direto pela sala. O casal estava lá, como sempre assistindo algum filme ou simplesmente conversando. Admirava os dois por manter aquela harmonia mesmo depois de anos de casamento. Queria poder ter o mesmo, mas a vida lhe negava esse direito e justo quando começava a ter esperanças. - Oi, mãe. Oi, pai – disse numa voz firme e rápida, o rosto virado enquanto passava. - Oi, filha – responderam ambos quase ao mesmo tempo. - Boa noite – começou a subir as escadas

