Carolina desceu a rampa que levava ao estacionamento da agência; ansiedade e felicidade conduziam seus passos. Como podia ter dúvidas em relação a Nando se havia admitido para si própria que o amava desde sempre, embora o negasse durante todo esse tempo? Foi uma tola! Agora o reconhecia. Não devia ter fugido do apartamento dele após a noite maravilhosa que tiveram. Devia ter ficado e conversado e, mesmo com todas dúvidas, ter aproveitado o resto daquele feriado com Fernando. Tudo bem. Teria o resto da vida e muitos feriados para compensar seu amigo pelo tempo perdido. Assim esperava. Seu amigo. Riu-se. Era estranho se referir a Fernando agora como "um amigo", embora ele nunca deixaria de ser. Tremia de emoção e de vergonha ao imaginar a expressão de surpresa dele ao vê-la em seu esc

