Anos se passaram, e Karen estava agora com cinco anos. Ela já não era mais aquele bebê frágil que Grego carregava nos braços, mas ainda era a razão de sua vida, o sol que iluminava seus dias sombrios. Ela havia crescido rápida, aprendendo a falar mais, a rir mais alto, a correr pela casa, deixando um rastro de felicidade por onde passava. Grego, por sua vez, continuava a ser o mesmo homem rude e agressivo de antes, mas o amor que sentia por Karen suavizava até os seus piores instintos. Ele tinha se tornado um homem mais tolerante com ela, mais compreensivo. Mesmo quando os dias eram difíceis, mesmo quando ele queria quebrar algo ou gritar com alguém, ele pensava nela. Ela era o seu foco, sua única prioridade. Era uma tarde comum, e Grego estava sentado na velha cadeira de balanço da sala

