Evelyn — O que houve? — perguntou Nolan, confuso e preocupado. Eu queria saber como responder àquela maldita pergunta. Estava com medo, mas, ao mesmo tempo, não conseguia parar de pensar na mão dele na minha, em como era bom, em como aquilo aquecia algo dentro de mim que eu nem sabia que estava tão frio. — Eu... só quero te agradecer — murmurei. — Agradecer? — É. Quero te agradecer por se esforçar tanto para me manter segura. Aquele carro lá em casa... e se eles não tivessem simplesmente ido embora? E se... — minha voz sumiu, engolida pelo pânico que ainda latejava em mim. Sentindo meu medo, Nolan apertou minha mão com mais força, me ancorando. — Não precisa me agradecer. Só estou fazendo o que é certo. E isso me deixou ainda mais grata por ele. Nolan não precisava fazer nada daqui

