O jeito que o seu olhar me atingia me deixava perdido. Ela parecia ter muito o que me dizer, mas ainda tentava se conter, como se tivesse colocado limites entre nós, mais do que podia deixar transparecer. Eu não sei o que ela tinha em mente, e a minha paciência estava pouca. Eu ainda me perguntava o que estava fazendo aqui, já que ela não fazia questão da minha presença, mas eu me sentia incapaz de fingir que não me importava com ela. — Foi um erro, foi uma ideia estúpida – ela disse, parecendo mais calma. — Eu não sou assim, e você devia ser mais ético com as suas funcionárias! – cruzou os braços. — Foi a primeira vez que fiz isso, foi uma loucura pra mim também... – tentei me defender. — Está dizendo que eu fui a única funcionária com quem se envolveu? – ela estreitou o olhar, e eu n

