Capítulo 3

4419 Palavras
Citação a e*****o! O relógio já marcava meia-noite e ainda estávamos Harry, Danny, Ravi e eu, naquele bendito escritório organizando tudo para a parceria com a corporação A&M, depois da bronca que Harry me deu eu não entrei mais em sua sala, não por medo e sim porque foi a primeira vez que recebi uma bronca dele em questão profissional. Respiro fundo e observo a tela do meu computador de novo, minhas costas já estão doendo e a cadeira antes confortável se torna incômoda e ainda tem o desconforto que estou sentindo por ter levado uma surra mais cedo. O telefone da minha sala toca e suspiro. — Sim? — Atendo já sabendo quem é. - Venha na minha sala imediatamente. - Harry parecia cansado e eu também estava. Me levanto e caminho até a grande porta de madeira preta, onde há uma placa escrita " Harry Willians", dou três batidas antes de abrir a porta e passar por ela, fecho a mesma e caminho parando de frente para Harry que está cansado e sentado de forma tensa em sua cadeira. - Você já me enviou todos os documentos? - Ele pergunta olhando a tela do computador. - Sim senhor. E todos estão classificados por suas cores e importância, estão separados também em pastas para não se misturarem. - Digo observando ele virar lentamente o rosto para mim. - Senti saudades da sua eficiência. - O comentário veio seguido de uma generosa olhada em meu corpo, senti meu rosto esquentar e sabia que tinha corado, sem perceber levei minhas mãos para frente do corpo e entrelacei as duas e abaixei minha cabeça. - Deseja mais alguma coisa senhor Willians? - A pergunta não tem duplo sentido, mas pelo rosnado de Harry ele recebeu ela de forma bem maliciosa. - Eu desejo muitas coisas Levi... - Ele disse baixo mas audível. - Mas me lembro que você fazia uma massagem deliciosa. - Levanto o olhar e vejo um pequeno sorriso em seus lábios. - Eu posso fazer no senhor. - Digo o olhando e ele concorda, caminho até ficar atrás dele e pouso uma mão em cada ombro do alfa. Inicio uma massagem leve mas firme ao mesmo tempo e o ouço suspirar, aos poucos sinto ele relaxar em minhas mãos e se entregar aos poucos e por um instante duvidei se ainda estava acordado mas minha dúvida foi tirada assim que a porta foi aberta de forma brusca e um Ravi completamente vermelho e nervoso passou por ela. - Levi! - Ele disse ao pousar seus olhos em mim. - A mamãe, ela está no hospital. - Essas palavras batem em mim de forma dolorosa e me arrancam o ar, por um instante esqueci de como se puxa e solta o ar, por um instante esqueci de como se fica de pé e senti o colo de Harry vindo seguido de um chamado preocupado. - Levi? Meu amor o que está acontecendo? - Ele passa a mão em meu rosto me virando de frente para ele. - Minha ... minha mãe- Digo baixo e sinto meus olhos arderem e logo depois lágrimas grossas molharem meu rosto. - Talvez não seja nada grave. – A voz do meu cunhado se faz presente naquela bendita sala. - Nada grave?- Meu irmão se altera. - Só pode ter sido aquele monstro. - Ele diz mais alto. - Ele... Ele machucou ela. - digo baixo, Harry me olha sem entender mas meu choro não se cessa, ele apenas aumenta e me consome por completo por longos minutos. Tento respirar fundo e sinto energias boas vindo através da marca minha e do Harry. Vou me acalmando aos poucos e meu choro se torna controlado. - Me diz o que está acontecendo... - Ele pede baixinho, percorro meus olhos pela sala e vejo Danny acalmando Ravi que me olha logo depois de escutar o pedido de Harry. - Nossa mãe se casou com nosso padrasto três anos depois da morte do papai - Ravi começa a falar de forma chorosa. - Simon veio morar com a gente e junto trouxe seus três filhos alfas, Louis, Charles e Christopher. - Ele respira fundo e tenta controlar o choro que insiste em se fazer presente. - Charles tinha doze anos, Christopher tinha dez e Louis tinha Simon anos. No começo tudo parecia bem, Levi e eu começamos a dividir o quarto e não nos importamos com isso, mas o problema é que somos ômegas e éramos os únicos ômegas da casa, minha mãe começou a sempre estar mais adoentada, e Simon, Charles e Christopher começaram a abusar de mim e do Levi. - Ele tenta limpar as lágrimas que caem em seu rosto. - Levi tinha só quatro anos quando tudo começou e eu tinha sete, os empregados foram dispensados da casa, quem limpava a casa era Levi e eu e quando não conseguíamos fazer algo ou até mesmo éramos vencidos pelo cansaço, Simon nos arrastava até o porão da casa e batia na gente, deixava a gente só de cueca ou as vezes sem nada no chão frio, a gente ficava sem comer por dias e quando éramos tirados de lá, ele nos dava banhos gelados e nos mandava arrumar a bagunça que ele e seus filhos tinham feito. Um dia minha mãe viu ele bater na gente e entrou no meio mas foi pior, ele começou a bater nela bem na nossa frente e a desmaiou de tanto agredir ela e quando a gente se desesperou ao ver ela sangrando no chão, ele disse que a culpa era nossa. - Ele respirou fundo e me olhou com pesar. - Charles e Christopher batiam na gente de forma constante, sujavam o que a gente limpava e sempre diziam que seríamos apenas mais duas putinhas nas mãos de alfas como eles e isso durou dez anos. Minha mãe sempre entrava no meio e sempre acabava desmaiada no chão, até que Charles e Christopher começaram a insinuar que Levi e eu seríamos deles, começaram a passar a mão na gente e quando a gente rejeitava o toque eles batiam na gente e diziam que éramos apenas mais duas putas iguais a todo ômega. - Ele engoliu seco e me olhou como se pedisse permissão para contar a pior parte da história, concordei com um aceno mas virei meu rosto no peito de Harry, meu maior medo dele saber dessa parte da história é ele sentir nojo de mim. - Até que teve um dia... que eles saíram cedo de casa, ficamos apenas Louis, Levi e eu, Louis sempre foi gentil com a gente e por muitas vezes entrou no meio das agressões e acabou agredido também, nesse dia ele nos ajudou a arrumar a casa inteira, ficamos um dia inteiro fazendo faxina. E quando a noite chegou, tomamos um banho e deixamos a janta pronta, nós três subimos para o quarto de Louis que tinha uma televisão e resolvemos fazer uma espécie de noite de filmes. Mas na metade do terceiro filme Charles e Christopher chegaram, sabíamos que era tarde e que eles estavam bêbados, eles invadiram o quarto do Louis e insinuaram que nos três tínhamos transado mas Louis negou e isso só foi pior, Charles me pegou pelo cabelo e me jogou no chão já de costas para ele, Levi tentou tirar ele de cima de mim mas Christopher foi mais rápido e o pegou por trás apertando seu pescoço até ele desmaiar em cima da cama, depois disso ouvi os gritos do Levi. Ele se debatia assim como eu também estava no chão. Quando olhei para frente o vi exatamente como eu, de costas para Christopher que sorria de forma perversa. Eu gritava para ele tirar as mãos do meu irmão mas isso só piorava, Levi chorava alto e implorava para parar, assim como eu também pedia para Charles parar de passar as mãos em mim. - Ouço a pausa seguida de um choro alto. - Não precisa continuar se não quiser meu bem. - Danny disse e soube naquele momento que Ravi precisava disso tanto quanto eu, nós dois amamos nossas alfas mas nunca tivemos chances de contar isso tudo, me ajeitei no colo de Harry e percebi que Ravi não tinha mais forças para continuar a história mas a mesma precisava ser contada, olhei para Harry e decorei seu rosto, seus olhos negros como o céu noturno, seu maxilar marcado, seus cabelos que já pegavam até o ombro e sua boca que por muitas e muitas vezes me fizeram alcançar o céu não só com seus beijos e carícias mas também com suas palavras. Respirei fundo e gravei seu aroma, ele vai sentir nojo de mim e vai me mandar embora, disso eu sei, mas preciso decorar cada detalhe dele para me lembrar quando estiver morrendo longe do alfa que marcou. - Christopher e Charles riam alto a cada súplica vinda de mim e do Ravi, eles simplesmente achavam graça de tudo o que estavam fazendo, nossas roupas foram rasgadas e Ravi entendeu bem o que estava prestes a acontecer e começou a gritar alto para que Christopher me soltasse, Charles se irritou e começou a bater a cabeça dele no chão repetidas vezes até que ele ficasse inerte porém consciente. - Passei a língua nos lábios e encarei meu irmão que me olhou com culpa e depois desviou o olhar Danny estava fazendo a mesma coisa que eu. Decorando o homem que amava. - Eles rasgaram as nossas roupas e nos fizeram deles contra a nossa vontade... - Deixei as lágrimas que se formaram em meus olhos romperem meu rosto sem hesitação. Não consegui olhar para Harry apenas encarei a parede na minha frente. - Eles continuaram por horas até se saciarem, Louis não acordava e já não tínhamos forças para gritar ou até mesmo lutar contra eles e só quando eles ficaram satisfeitos eles pararam. - Suspirei e soube que a pior parte eu já tinha narrado.- Mas Simon chegou e viu os filhos se vestirem enquanto Ravi e eu apenas chorávamos no chão, ele se aproximou da gente e nos mandou vestir roupa, fizemos tudo no automático, tomamos banho nos vestimos mas quando voltamos o quarto do Louis, estávamos apenas Simon, Ravi e eu, ele juntou nossas coisas em duas malas e nos disse que éramos os culpados por tudo o que aconteceu com a gente e que não podia manter duas putas dentro de casa, e por isso estávamos sendo expulsos de casa por não termos modos. Ele nos expulsou de madrugada, mas quando a gente saiu tinha um carro esperando a gente, de lá saiu Jason que cumprimentou Simon e ali entendemos que tínhamos sido vendidos para um puteiro qualquer. Mas quando chegamos naquele lugar Jason nos acomodou no mesmo quarto e nos deu remédio para dor, disse que aquilo era sim um puteiro mas não éramos obrigados a nos prostituir, podíamos ficar lá e receberíamos um salário mas em troca teríamos que ajudar a limpar a casa junto com os outros que viviam lá, e a noite serviríamos bebidas até um certo horário já que precisávamos dormir pois ele não queria que a gente saísse da escola e aquele lugar foi a melhor coisa que aconteceu com a gente, até vocês aparecerem um mês depois e insistirem em comprar a gente. - Depois de concluir fico em silêncio encarando a parede. - Agora a mamãe está no hospital e precisa de tratamento que é pago e o seu maldito marido não tem a porcaria do dinheiro. - Meu irmão diz com raiva. - Olha se vocês quiserem, apenas se quiserem, Danny e eu pagamos o tratamento da mãe de vocês e cuidamos da transferência dela para o melhor hospital da cidade. - Harry diz baixo mas audível para todos naquela sala. O olhei surpreso e depois para Ravi que tinha a mesma expressão que eu. - V-você não está com nojo de mim? - Perguntei baixo, Harry franziu o cenho e olhou para Danny. - Qualquer coisa estamos na minha sala. - Ele disse pegando Ravi no colo, ele caminhou até a porta e antes de sair me olhou. - Fica bem cunhado. Pode deixar que eu cuido do seu irmão. Quando a sala ficou vazia de novo, olhei para meu alfa que me encarava com certa pesar. - Eu jamais teria nojo de você, primeiro porque você não quis e segundo que eu estou aqui para te proteger e guardar. Entenda meu amor que eu jamais faria algo para ferir você e eu jamais sentiria nojo do seu passado. - Ele me abraça de forma protetora o que me faz chorar novamente. - Mas eu vou meter uma bala na cabeça de cada um, tirando o Louis! Neguei com a cabeça e ele levantou uma sobrancelha me olhando. - Eu não quero que faça isso, eu quero apenas cuidar da minha mãe e deixar o passado para trás, não conheci meu pai mas sei que ele era contra vingança. - Disse tudo olhando em seus olhos. - Mas eu conheci o meu, e olha ele é bem a favor de vinganças. - Fechei a cara na hora e o encarei sério. - Por favor, me promete que não vai m***r ninguém. - Ele suspirou e me alertou um pouco mais. - Eu prometo não m***r ninguém. Mas agora temos que ir meu amor, vamos lá ver sua mãe e cuidar da transferência dela. - Um pequeno sorriso se fez em meus lábios e apenas me levantei. - Mas e todo trabalhão que você tem? - Perguntei encarando o computador ser desligado. - Graças a sua eficiência, agora só resta a parte que será feita pela A&M. - ele sorri e se levanta, ele pega minha mão e caminha comigo para fora da sala, assim que saímos Danny e Ravi já nos aguardavam do lado de fora, chamamos o elevador e quando o mesmo chega entramos em silêncio, seguimos para o estacionamento e Harry e Danny trocam um olhar cúmplice, e em silêncio concordam em irmãos todos no mesmo carro, Harry vai na frente com Danny que dirige em silêncio para o Hospital regional que é onde minha mãe está. Ravi me abraça no banco de trás e ficamos assim todo o caminho. Quando chegamos no hospital descemos e encaramos a grande fachada cinza, Ravi segura minha mão e respira fundo, Danny e Harry entram na frente e meu irmão e eu seguimos os dois para dentro daquela grande caixa de concreto que nunca pareceu tão mórbida. Eles se aproximam da recepção e é Danny que toma a palavra. - Por favor, gostaria de falar com o médico que está cuidando de Karoline Edwards. - Ele pediu calmo e ele o olhou. - Claro, mas antes precisarei comunicar seu marido. - A recepcionista diz encarando os dois. - Aguardem na sala de espera. - Eles concordam e vamos em direção ao local que ela apontou, nos sentamos nas cadeiras e Ravi e eu ficamos no meu de Danny e Harry que tentavam consolar a gente. - Quem tem interesse na minha esposa?- A voz grave de Simon rompe toda a imensidão daquele local. Ele finalmente para na nossa frente e atrás dele Charles, Christopher e Louis se alinham e nos olham surpresos. - Como vocês dois estão aqui? - Boa noite - Danny diz se levantando junto ao irmão e ficam de forma protetora na nossa frente. - Soubemos que a senhora Karoline estava hospitalizada e precisa de cuidados médicos pagos. Me chamo Danny Willians e esse é meu irmão mais novo Harry Willians. - Ao dizer o sobrenome vejo meus "irmãos" arregalarem os olhos, os Willians são donos da cidade inteira, tanto no ramo empresarial quanto nas coisas ilegais, Ravi eu não somos inocentes e sabemos que eles andarem armados, com seguranças e terem tanto dinheiro não é apenas a empresa rendendo lucros, fora que qualquer boate dessa cidade pertence a eles. - E posso saber o que isso tem a ver? - Charles se pronuncia. - Somos os alfas de Ravi e Levi. - Harry completa a informação e nesse momento pude ver o olhar de confusão pairar em Charles, Simon e Christopher. Ravi se levanta e eu repito o ato. - Nós viemos pagar o tratamento da nossa mãe. - Ravi diz firme. - Vocês? - Simon diz nos olhando de cima a baixo. - me respondam Willians, por quanto compraram essas duas putas? - Simon deixa um sorriso no rosto mas que logo é desfeito por um soco de Harry. - Agradeça a ele por estar vivo, porque por mim eu metia uma bala na sua cabeça assim que parasse em minha frente, desrespeita meu ômega de novo e farei você conhecer o inferno mais cedo. - ninguém se mobiliza ou até mesmo se aproxima. Afinal são os Willians que estão presentes. Christopher olha para mim principalmente com raiva no olhar. - Senhores? - Um homem se aproxima. - Sou o doutor William e sou o responsável pelo caso da senhora Edwards, queiram me acompanhar por favor.- Assim todos nós seguimos o médico até uma sala branca, ele se senta e aponta para duas cadeiras a sua frente que logo são puxadas por Harry e Danny para que meu irmão e eu nos sentamos. - A situação dela é grave? - Meu irmão se pronuncia de imediato. - A senhora Karoline não está nem um pouco bem, está com anemia profunda e início de leucemia por falta de vitaminas, tem várias marcas pelo corpo que ainda não identificamos o que é e agora com essa queda da escada... - Queda da escada? - Digo interrompendo o médico. - Sim! A mamãe escorregou e caiu da escada. - Christopher diz me olhando. É claro que isso é mentira e agradeço a Kami por agora poder proteger ela desse monstro. - Continuando, ela quebrou a perna direita, fraturou cinco costelas e rachou o femo esquerdo, e com o quadro de pneumonia que ela também está a situação se complica, o hospital tem estrutura para manter a mesma aqui mas recomendamos que o tratamento seja particular para que haja maiores chances de melhora. - Ele diz isso tudo e nos encara. - Nós iremos pagar todo o tratamento e pedimos a transferência dela. - Danny diz encarando o doutor a nossa frente. - Gostaria de dizer que se tiver condições desse tratamento ser feito em uma casa preparada será ainda melhor, aparentemente o psicológico dela não está saudável, e um ambiente caseiro pode proporcionar uma melhor recuperação. -Dito isso, olhei diretamente para Harry, nossa casa já foi preparada antes para receber uma pessoa adoentada, Pattrick a um ano atrás sofreu um acidente e precisou ficar acamado, para não pesar para dona Mary e eu nos prontificamos em ajudar e por isso ele veio ficar com a gente e assim temos um quarto preparado para tal situação, o problema é que isso vai resultar em Simon e seus filhos estarem na minha casa constantemente. Mas afinal eles vão estar na minha casa, Harry não me deixaria sozinho com eles, não podem me fazer m*l. E também tem a minha mãe, eu não posso deixar ela nessa situação. Harry parece ter entendido meu olhar e fechou os olhos suspirando e sibilando um " tudo bem" seguido de um sorriso sem mostrar os dentes completamente forçado. - A minha casa tem preparo para tal situação. - digo olhando o médico que me dá um pequeno sorriso. Demorou mais ou menos duas horas toda a papelada da transferência, primeiro ela vai para um hospital que é bem próximo a nossa casa e quando já estiver tudo pronto ela vai vim morar comigo e ao lado do Ravi. Ele termina de nos dizer tudo o que precisamos saber e nos guia para o quarto onde minha mãe está. Respiro fundo ao parar em frente o quarto 43. Sinto a mão do meu irmão apertar a minha e me sinto mais confiante, abro a porta devagar e meus olhos pousam na senhora ruiva, abatida, com gesso em uma das pernas e com boa parte do corpo enfaixado, ela está olhando a janela que está contrária à porta e nem se da ao trabalho de olhar quem está no quarto. -M-mãe? - Ravi chama a fazendo virar o rosto machucado e abatido de forma lenta. Ao olhar para nós dois um sorriso se formar em seus lábios e logo lágrimas rompem seu rosto que uma dia já esteve tão vivo e agora está pálido e ferido. - Meus filhos. - Seu tom de voz é baixo, nos aproximamos e ficamos lado a lado segurando a mão dela e Ravi está fazendo um pequeno carinho em seu rosto. - Como vocês souberam que eu estava aqui? - Essa pergunta realmente eu ainda não tinha feito ao Ravi, como dele soube? - Isso não importa agora mãe. - Resposta dele me fez levantar o olhar para ele. – O importante é que viemos pagar seu tratamento e sua transferência, a senhora será cuidada dentro da casa do Levi e eu vou estar lá todos os dias. - Ele diz tudo com um sorriso no rosto. - Meu amor isso tudo é muito caro. - Ele pareceu raciocinar tudo o que Ravi falou e nos encarou com curiosidade.- Como vocês têm dinheiro para isso tudo? E como assim casa do Levi? - Bom, acho que é agora que nos apresentamos. - A voz do meu cunhado enche o local. - prazer dona Karoline. - Ele diz se fazendo presente no campo de visão da minha mãe e ao seu lado está Harry. - Me chamo Danny Willians e sou casado com seu filho Ravi. - Ele da um pequeno sorriso. - E eu sou Harry, irmão mais novo dele e casado com o Levi. É um prazer conhecer a senhora. - Ela nos olha e depois olha os alfas a sua frente. - Vocês são marcados? - Ela diz se virando para mim e meu irmão. Concordamos com a cabeça e a vejo sorrir de forma doce. - Eu estou tão feliz. - Ela diz em meio às lágrimas. - A gente vai tirar a senhora daqui mãe e vamos cuidar de tudo. - Digo tentando segurar as lágrimas que insistiram em cair. O médico entrou com um sorriso no rosto. - Bom, consegui uma transferência para o hospital central já com tudo preparada para te receber senhora Willians. - Ele diz a olhando de forma doce, não é possível que ele está flertando com ela bem na cara do marido dela! - A senhora vai ser transferida daqui a dez minutos e pedimos para que todos se retirem para que possamos prepara-la para a transferência. - Dito isso saímos da sala e vamos para a sala de espera, Ravi não conseguia conter o sorriso mas o mesmo sumiu ao olharmos Simon e seus filhos naquela sala. Suspiro alto e olho para Harry que olha como um assassino para Simon. - Imagino que vai dormir no hospital junto com sua mãe. - Harry diz me olhando. - Vou mandar que arrumem uma bolsa com nossas coisas e nos esperarem no hospital. - concordo com tudo o que ele diz. Ele se aproxima de mim e deixa um beijo doce em meus lábios. - Não demoro. Danny me acompanha? - Claro. - Meu cunhado responde e deixa um beijo nos lábios de Ravi, eles saem mas ouço passos de Danny voltando e ficando atrás do meu irmão, ele leva a mão até suas costas e tira sua arma, abre o blazer de Ravi e coloca a arma em sua cintura, aproxima os lábios do ouvido de Ravi e diz algo apenas para ele ouvir, meu irmão concorda com o que seja lá que ele tenha dito e depois meu cunhado sai, Ravi fecha o blazer e se aproxima de mim, Harry quis me ensinar a atirar mas eu realmente não sirvo para isso, já Ravi é um ótimo atirador e com certeza não tem medo de m***r Simon e seus filhos. - Sabe usar uma arma Ravi? - A voz de Charles tem o tom de sarcasmo. - Quer tenta a sorte para você descobrir, hm? - Charles se aproxima a passos lentos e encara Ravi de cima. Ao chegar bem próximo dele, ele sorri de forma perversa. - Você pode se achar por estar com um alfa poderoso mas não passa de uma p**a qualquer que eu fiz questão de comer igual a uma c****a naquele chão. - As palavras dele me fazem tremer atrás de Ravi e eu realmente achei que meu irmão iria esboçar alguma reação. - E se você continuar perto de mim desse jeito eu atiro sem pensar muito, hm. - Olhei por cima do ombro do meu irmão e vi Ravi com a arma na barriga de Charles que não parecia ter reparado até agora, ele olha para baixo e depois para os olhos do meu irmão. - Eu não medo de você e sabe por que? Porquê meu alfa pode estar longe mas eu sei muito bem usar uma arma e vou abrir um buraco em você se tentar qualquer coisa, hm. - Ouço o engatinhar de duas armas e sinto o braço de Harry em minha cintura e quando olho para Charles, ele tem a arma de Harry e Danny apontadas para ele. - Se afasta do meu ômega. - Danny diz calmo mas de forma firme. - Não se esqueça de que só está vivo por causa do Levi mas o alfa dele é meu irmão e por mais que eu ame meu cunhado eu posso esquecer dele por meros segundos e seu sangue vai fazer parte desse chão. - Charles me olha com medo e vejo seu pai e irmão em pé atrás dele. - Se-senhores Willians. - a voz de William sai trêmula. - Os senhores poderiam não fazer isso no hospital por favor, estão assustando os demais acompanhantes. - Ele pede receoso. Todos guardam suas armas e eu viro para o médico assustado. - Minha mãe já está sendo transferida?- Pergunto chamando sua atenção. - Sim, ele está saindo agora. - Assino os últimos papéis, e minha mãe vai ser transferida nesse exato momento e após essa notícia eu finalmente sinto meu corpo relaxar nem que seja nesse momento, já que enquanto Simon e seus filhos estiverem por perto a paz não vai reinar.  
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