O encarei e disse: — Eu não colaboro? — É isso aí, você não colabora comigo. Dei uma gargalhada e disse: — Você que é lerdo, Gustavo, não coloque a culpa em mim. — Falei arqueando uma sombrancelha. O mesmo soltou uma gargalhada e disse: — Lua, Lua, olhe bem quem você está chamando de lerdo. Dei um sorriso de lado e disse: — Eu tô olhando e estou certíssima. — É mesmo? — Ele falou cruzando os braços, o que destacou os seus músculos... — Hm... — Falei ainda olhando para os músculos dele: — É sim! — Por que me acha lerdo, Lua? PORQUE EU TE QUERO E VOCÊ FICA ENROLANDO, POR ISSO, SUA DESGRAÇA. Balancei a cabeça como quem diz não para afastar o meu subconsciente gritando e disse: — Porque você sempre foi, ué. — Lerdo é diferente de cauteloso. — Falou com seu olhar fixad

