Dei uma gargalhada ainda sem acreditar no que estava acontecendo. — Eu acho que tem um psicopata no meu quarto. — Falei me sentando na cama de frente para ele. — Digamos que sim. Ele sorriu de lado e eu disse: — Sabe que seu sorriso é o meu ponto fraco, né? — pensei alto. — É mesmo? — Falou com um sorriso maior ainda. Merda, ele havia escutado... — Infelizmente — Revirei os meus olhos. — Por que infelizmente? — Disse curioso. O encarei e disse: — Não é fácil descobrir que não superei o passado. Ele me olhava atentamente. — Me sinto feliz por não estar sozinho nessa. Okay, por essa eu não esperava. — Como assim? — Falei querendo escutar mais. — Sabe do que estou falando, uma hora ou outra, isso viria átona, sabemos disso. — Mas, essa conversa precisa ser agora?

