Ana pegou uma cadeira no canto do quarto e a posicionou ao lado da cama de Pedro. Assim que ela sentou, Pedro abriu os olhos. Os lábios dele lentamente se contorceram em um sorriso. Ele desviou os olhos para a mulher que ocupava a cama ao lado, que estava sentada lendo a bíblia e disse, com dificuldade: — Essa é Ana, minha filha, mãe da minha neta. Ana sentiu o seu coração apertar com as palavras dele. Ouvir Pedro chamá-la filha com tanto carinho, naquele estado tão frágil, era de cortar o coração. — Ela é muito bonita, Pedro! — Disse a senhora, depois virou-se para Ana. — Muito prazer, Ana, seu pai fala de você com muito carinho. — O prazer é meu! Ana segurou as mãos de Pedro entre as dela, pedindo que ele não se cansasse demais tentando falar. Ele fez um gesto indicando que prete

