- Pablo e Davi

1524 Palavras
17:02. O relógio de ponto ficava no começo da escada que subia pro refeitório. Bati ele e voei para os vestiários. A loja ainda demorava um pouco pra fechar e o vestiário estava vazio,Marlúcia já havia me explicado que as 2 últimas horas de serviço eram as mais corridas para os vendedores. O vestiário masculino era grande. Começava em um corredor, com armários de metal de ambos os lados para os funcionários ( porém raros eram aqueles que guardavam suas coisas neles). O corredor se abria em um espaço maior onde haviam alguns mictórios na parede esquerda e bancos por toda a parede direita. Um pouco acima dos bancos fora colocadas prateleiras,onde os funcionários preferiam colocar seus pertences. Depois dos mictórios ,no fundo do vestiário ficava a mureta que delimitava os chuveiros. Só haviam 3 no local,todos abertos,apenas com uma divisória separando cada um deles. Fui até o último deles,coloquei minha toalha e pertences em cima de uma das divisórias,tirei minhas roupas e entrei no chuveiro.     Fiquei com medo deles não funcionarem direito,nunca tinha visto eles ligados antes, mas a água saiu com força e morna.   Em circunstâncias normais eu preferiria não tomar banho lá, mas o dia tinha sido corrido e eu havia suado bastante. E nesse horário quem iria subir pro vestiário, não é?   Eu estava me ensaboando quando ouvi a porta da entrada  se abrindo e barulho de conversa  animada. - Meu,que velha chata aquela dos três filhos.- Disse uma voz,algumas portas dos armários foram abertas e fechadas. As vozes se aproximavam. - Fiquei 20 minutos com ela e não levaram nada. - Mó caroço.- concordou outra voz,essa um pouco familiar. Caroço era o nome dado pra clientes que não levavam nada.    Virei para a parede e continuei meu banho,um pouco incomodado.Nunca tive o costume de me trocar ou tomar banho na frente dos outros( nem mesmo do Luka),na verdade tinha até um pouco de vergonha,admito.    Não vergonha do meu corpo. Do meu corpo eu tenho é orgulho. Eu me acho bem gostoso. As vezes fico um bom tempo na frente do espelho admirando meu tanquinho,meus pelos loiros  que se tornam quase invisíveis no meu corpo.    Meu problema é meu p*u.    Não sei,ele não é pequeno,mas também não é grande ( e antes que vocês perguntem, não ,nunca medi). Já transei com algumas minas e nenhuma reclamou também,mas sempre tive a impressão de que ele ficava no limite do aceitável.    Provavelmente todo cara tem essa cisma,mas a minha é real.     Eu aparento ser super descolado e pegador, ( O Serginho que o diga)       mas o que poucos sabiam ( Talvez só o Luka saiba) é que eu tinha um lado inseguro.     Ficar pelado na frente de outros caras era um desses lados.     A primeira coisa que um cara faz quando vê o outro pelado é, mesmo que disfarçadamente,  comparar o p*u dele com o seu. Pelo menos é a primeira coisa que eu fiz no vestiário do futsal. As minas não,elas já olham todo o conjunto,e eu ficava a vontade com o meu conjunto.   -Ah! - disse uma voz bem atrás de mim.- é o cara novo,Pablo! Me virei sobressaltado e me deparei com um cara olhando e sorrindo pra mim. - Quem? - o dono da voz apareceu ao lado do amigo e sorriu.Era o cara bronzeado de cabelo comprido do dia anterior. - ah, é o Galego.     O primeiro não se fez de rogado e sorrindo estendeu a mão pra  mim. Ele parecia ser mais velho que eu, quase mulato  de cabelo bem curto. - Prazer novato,sou o Davi.     Apertei a mão dele sem graça. Eu  estava pelado e o cara conversando de boa comigo. Eu sei que é normal fazer isso. Eu só não ficava...confortável.     Fui obrigado a me virar para eles,uma mão me cobrindo disfarçadamente. - Esse aqui é meu amigo Pablo. - Davi indicou o amigo com um gesto.    O cara de cabelo comprido não estendeu a mão. Só ficou me olhando nos olhos,sorrindo. Os dois estavam sem camisa,Davi com a calça jeans aberta,mostrando um pedaço da cueca  e Pablo com uma calça Tactel. Me obriguei a olhar para o rosto deles, e notei que o Pablo me deu uma boa secada. - Nós já nos conhecemos Davi- ele deu uma risadinha - não é Galego? - É...outro..ontem né?- eu não sabia onde enfiar minha cara, já era r**m ficar pelado na frente dos outros,ainda mais com um me secando,mas a sensação piorava por ser eu o único nu na situação.   Davi notou meu embaraço.   - Pablo,você deixou o novato com vergonha. - Relaxa Davi. - Pablo se adiantou e deu um tapa no meu ombro,sorrindo - fica sem graça não,tu não tem do que se envergonhar.   Ele apontou para meu corpo e eu me cobri um pouco mais.Davi permaneceu quieto olhando para o meu rosto e sorrindo.Eu continuava meu banho com a mão livre,tentando parecer o mais indiferente possível. Ficamos alguns segundos em silêncio,ambos na mesma posição,Davi me olhando nos olhos e sorrindo e Pablo me analisando por completo. (Que c****e!Por que eles não vão embora?) - A gente sempre sobe mais cedo - explicou Davi,como se eu tivesse feito uma pergunta.- A gente fica aqui enrolando até às 18:30 e depois vazamos. - Hum..entendi - respondi evasivo,querendo sumir dali. Os dois parados como estátua. - Você surfa?- perguntou Pablo,me olhando de cima a baixo,com uma cara crítica- você tem corpo de quem surfa. - Eu... não,nunca surfei.- tirei o resto do sabão com a mão livre e desliguei o chuveiro.Pablo pegou e toalha que estava pendurada e a estendeu pra mim. -Vamos marcar um surfe com a gente qualquer dia?A gente te ensina. Agora quem me olhava nos olhos era o Pablo,encarei ele,vermelho igual a um tomate.Peguei a toalha e a enrolei na cintura. - Vamos...claro...- eu ia me trocar no box mesmo,mas agora com os dois s*******o ali isso estava fora de cogitação.Peguei meus pertences e minhas roupas e fui para os bancos. Os dois me deram passagem e me seguiram para os bancos,Pablo se sentou do meu lado,e Davi continuou de pé na minha frente. ( Mas que p***a?)    Ficamos em silêncio enquanto eu me enxugava. Deixei uma parte da toalha cobrindo meu p*u,já estava ficando mais preocupado que com vergonha.    Pablo apanhou meus pertences e pegou meu perfume,"Malbec",passou um pouco no braço e cheirou. Sempre olhando pra mim. - Esse perfume é bom hein Galego? - Eu tive um desses ano passado, é bom mesmo,- rebateu Davi,sorrindo pra mim. Vesti rapidamente minha cueca preta da Calvin Klein e notei uma troca de olhar entre os dois,com sorriso nos olhos. Agora parcialmente vestido,fiquei um pouco mais calmo,mas ainda achando muito estranho esses dois. - Você falou que fica aqui até 18:30?A loja não fecha às 18h? - perguntei ao Davi,qualquer coisa era melhor que aquele silêncio. - Onde você mora? - Perguntou o Pablo de supetão. Até o Davi fechou a cara pela interrupção. - Desculpe meu amigo- ele disse ressabiado- ele é bem indiscreto as vezes. ( E você não né?) - De boa,- murmurei de cara fechada também, me virei para o Pablo enquanto colocava a bermuda - moro na Divisa,perto da praia. - Lugar bom de morar Galego!- Pablo riu pra si mesmo e me deu uma cotovelada.    Os dois eram bem estranhos. Eles trocavam olhares e sorrisos, eu não tava pescando alguma coisa. Pablo era o mais estranho, com suas perguntas impertinentes. Davi levantou e foi ao mictório mijar. - Respondendo sua pergunta novato, - disse ele - a loja fecha às 18h,mas o crediário fecha às 18:30,e os vendedores tem que esperar as meninas, entendeu? Ele terminou de mijar e se virou pra mim,seu p*u ainda para fora da cueca. Não consegui tirar os olhos dele.Era ( parece duas vezes maior que o meu) enorme!!Grande,escuro,grosso e comprido,como se estivesse e******o sem estar e******o!Um pouco de urina ainda pingava dele. Meu rosto pegou fogo. Ele seguiu meu olhar e sorriu sacana,Pablo engasgou segurando o riso. - É grande né Galego? - Pablo comentou no meu baixinho e passou o braço pelo meu ombro. O toque dele me despertou.Levantei de um pulo e coloquei minha regata.Joguei minhas coisas de qualquer jeito na mochila e me despedi dos dois. - A gente se vê brothers,- balbuciei forçando um sorriso.- foi um prazer. Os dois sorriram e acenaram.Saí de lá em disparada e ouvi um "o prazer foi nosso" do Pablo antes de fechar a porta atrás de mim. Desci as escadas aos tropeções e juro que ouvi risadas vindo do vestiário.Encostei ao lado da porta que dava acesso à loja e fechei os olhos limpando o suor no meu rosto.    Eu tinha sentido a mesma sensação estranha que havia sentido na entrevista. Uma sensação de ... Impotência... ( Que p***a foi aquela!?) - Por que sempre que eu o encontro você tá de p*u duro? - perguntou uma voz bem familiar. Abri os olhos e me vi cara a cara com aqueles olhos cinzas. Léo me olhava com uma expressão entre séria e curiosa.Abaixei os olhos para baixo e quase morri. Eu tava duro! Meu p*u marcado na bermuda.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR