Capítulo 58: Tô viva, mas Quebrada

705 Palavras

ISABELA A porta do carro fechou e eu senti que a respiração travou no meio do peito. Tava voltando pra casa. Mas, sinceramente? Nem parecia. O Jace dirigia em silêncio, uma das mãos no volante e a outra segurando a minha. Ele passava o dedão devagar na palma da minha mão, como se quisesse me lembrar que tava ali. Que eu tava ali. Que tudo passou. Mas não passou. O apartamento parecia diferente. O sofá, o cheiro, até a luz da sala. Era a mesma casa... mas eu era outra. Sentei no sofá como um robô, olhando pra um ponto fixo. Nem sabia o que olhar. Nem o que pensar. Só ouvia o som da respiração dele e o tique-taque do relógio na parede. — Quer tomar um banho, amor? Eu te ajudo, se quiser… — Jace falou baixinho, sentado do meu lado. Balancei a cabeça que sim. No banheiro, quando

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