Celina Narrando Hoje, já no finzinho do expediente, meu celular vibrou. Era o Vini. — Tô com saudades, queria te ver — ele escreveu. Eu li aquela mensagem e senti um aperto no peito. Confesso que também tô morrendo de saudades dele. Já tô há dias sem sëxo, desde o dia do baile, e ainda com a lembrança amarga do Teto fazendo questão de me humilhar na manhã seguinte. Respirei fundo, tentei não pensar nisso, mas é impossível não comparar as sensações. Olhei pro relógio, faltavam uns dez minutinhos pra eu fechar a loja. Tinha que terminar a sangria do caixa, e não é só contar dinheiro, não. É anotar tudo direitinho, tanto no sistema quanto no diário de vendas físico, aquele caderno grosso que o Joel exige. Na página do dia, escrevi cada detalhe: descrição das peças que saíram, cores, tama

