Celina Narrando Meu celular não parava de tocar. Quando vi um número diferente na tela eu sabia que era a minha madrinha, o coração apertou de imediato. Atendi, mas não consegui esconder a mágoa. — Você não podia ter feito aquilo comigo — falei, firme, tentando segurar a emoção. — Mandar me sequestrar? Madrinha, isso passou de todos os limites. Do outro lado da linha, ela suspirou fundo. A voz dela estava carregada de arrependimento. — Eu sei, meu amor, eu errei. Tava desesperada, eu precisava muito da sua ajuda. Não tinha outra saída. Me perdoa, por favor. Fechei os olhos e respirei fundo. Apesar da raiva, eu tinha consideração por ela. Cresci ouvindo que madrinha era quase uma segunda mãe, e a minha sempre esteve comigo em momentos importantes. — Tudo bem — respondi, ainda seca. —

