Alice Narrando Eu já tava no limite da ansiedade, rodando pela sala do Josué sem conseguir parar quieto. Ele olhou pra mim, pegou o celular em cima do sofá e falou: — Vou ligar pro Talibã. Ele botou no viva voz. A voz do meu primo ecoou no cômodo, firme, igual sempre foi. — Fala, Josué. Que que manda? — Preciso de um favor, mano. — Só se for agora. Qual é a parada? — Desce aqui em casa. Tem coisa séria, não dá pra ser por telefone. Do outro lado, silêncio por um segundo. Depois a resposta: — Marca dez minutos que eu tô aí. O coração já disparou. Eu comecei a suar frio, parecia que ia lutar de novo. Josué, vendo minha aflição, levantou e foi até a cozinha. Voltou com um café forte, me entregou. — Bebe isso e respira, irmão. Dei um gole, mas nem sentia gosto. A espera foi me mat

