Malu
Durante todo o caminho eu só conseguia pensar no quanto a droga daquele fio dental estava me incomodando, mas eu tinha absoluta certeza de que valeria a pena o esforço, até porque 6 meses sem sexo, quando finalmente fizermos vão chamar até a polícia!
Quando o ônibus parou no ponto próximo a sua casa ele estava ali me esperando sentado no banco digitando algo no celular. Assim que me viu descendo abriu um sorriso aproximando-se e dando um longo selinho em meus lábios.
— Oi Malu... — Disse pegando a minha mão. — Achei que não viesse.
— Eu só peguei um pouco de trânsito no caminho, nada demais. — Respondi sorrindo.
Começamos a andar de mãos dadas até a sua casa enquanto conversávamos sobre uma de suas matérias da faculdade que ele achava fascinante. Admito que eu m*l ouvia uma palavra do que ele falava já que a expectativa me consumia aos poucos.
Logo estávamos em sua casa, o silêncio reinava em todo o local, com as luzes desligadas deixava o lugar um pouco escuro, mas não muito.
— O que você queria conversar comigo amor? — Perguntou aproximando-se de mim por trás depois de trancar a porta.
— As coisas estão complicadas, Rafa... — Minha voz saía mais como um sussurro enquanto ele afastava o meu cabelo o suficiente para deixar meu pescoço totalmente exposto.
— Que coisas querida? Está tudo perfeito... — Sussurrou no meu ouvido descendo seus lábios até o meu pescoço depositando alguns sutis beijos no mesmo.
— Rafa... — Seu nome deslizava pela minha boca com luxúria e desejo.
Sem pensar duas vezes me virei para ele beijando seus lábios com fervor enquanto puxava os cabelos de sua nuca. Quando dei por mim já caminhávamos em direção ao seu quarto sem ao menos nos separarmos ao mesmo tempo que deixávamos nossas peças de roupa pelo caminho.
Rafa praticamente me jogou em sua cama totalmente nua. Cada átomo do meu corpo vibrava em excitação e ansiedade, nem acredito que esperei tanto por isso!
Meu olho o seguia enquanto ele pegava uma camisinha em uma gaveta a colocando com uma certa dificuldade, mas logo voltado para a cama e ficando sobre mim.
Beijando-me lentamente senti quando seu m****o foi empurrado pela minha entrada molhada preenchendo-me aos poucos. Não pude evitar um gemido passando minhas unhas nas suas costas à medida que ele desferia uma estocada contra mim.
Pude sentir sua respiração ficando ofegante e um rouco gemido escapar de sua garganta. Eu senti perfeitamente quando meu semblante mudou de excitada para preocupada e em segundos desapontada quando o senti dar mais uma estocada gemendo um pouco mais alto.
— Rafa? — Perguntei querendo estar errada.
Mas ele apenas respirou fundo saindo de cima de mim e puxando o lençol da cama para cobrir nossos corpos.
— Você já acabou? — Perguntei o olhando totalmente incrédula.
— Você não? — Me olhou bocejando em seguida.
— O que você acha?!
— Relaxa amor... — Sua voz estava rouca ao mesmo tempo que seus olhos se fechavam aos poucos.
— Rafael você tá de brincadeira comigo né? — Me sentei na cama cobrindo meus s***s com o lençol, mas ele simplesmente não me respondeu. — Rafael!
O cutuquei percebendo que ele estava dormindo, a minha raiva era tamanha que ao encarar o travesseiro cogitei a hipótese de sufocá-lo com ele! Não era possível que aquilo estava acontecendo comigo! Eu me recusava enormemente a aceitar aquilo.
Me levantei totalmente possessa começando a pegar as minhas roupas e as vestindo pelo caminho ao mesmo tempo que tentava sair o mais rápido possível daquele lugar.
Caminhando para o ponto de ônibus a única coisa que eu sentia era raiva por não ter feito isso antes, por ter dado a ele uma chance! Enquanto esperava por um ônibus no ponto peguei meu celular ligando para a Nathy.
— Fala... — Disse ao atender com uma voz rouca.
— Estava dormindo?
— Não, to gribada... — Respondeu assoando-me o nariz. — Nem vou para a faculdade hoje.
— E quando a senhorita pretendia me avisar?
— Bais tarde quando você terbinasse de se divertir com o Rapael... Tirou o atraso? — Perguntou rindo, mas logo começando a tossir.
— Não... Quer dizer, mais ou menos... Acredita que ele... — Antes de terminar de falar olhei para o lado percebendo que havia uma senhorinha me olhando parecendo que ouvia nossa conversa. — Que ele gozou em dois minutos? — Sussurrei.
— Sincerabente não esperava benos, seis beses de sebem acubulado da nisso! — Disse rindo. — Bas você ainda vai continuar com ele?
— Não sei... Eu saí muito rápido. Ele estava apagado na cama quando sai. — Disse revirando os olhos ainda nervosa com toda a situação.
— O que está te prendendo a ele? Ele não te berece! Você precisa conhecer outros corpos, só conheceu o dele na vida toda!
— É complicado Nathy... — Pude ver meu ônibus se aproximando. — Nathy nós conversamos depois, meu ônibus acabou de chegar! Melhoras...
— Obrigado... Boa aula. — Disse desligando em seguida.
Antes que eu pudesse guardar o celular na bolsa novamente senti vibrar na minha mão, voltando a tela para mim pude ver o nome "Rafa" na tela. Revirando os olhos apenas cancelei a ligação pegando meus fones de ouvido e procurando por algo que valesse a pena ouvir durante o caminho.
Assim que cheguei à faculdade fui correndo para a sala de aula, por mais que eu não estivesse atrasada não queria correr o risco de encontrar com o Rafael, eu sabia que não poderia fugir dele para sempre, mas no momento minha paciência com ele não estava das melhores.
~Quebra De Tempo~
Depois de uma atividade totalmente estressante eu me perguntava como ainda tinha cabelo na cabeça! Como a Nathy não estava comigo decidi descer pela escada de emergência a todo vapor! Quanto mais cedo eu pegasse o metrô mais cedo estaria em casa.
Mas assim que coloquei o pé para fora da escada pude ver o Rafael parado em frente aos elevadores olhando para todos os lados, provavelmente procurando por mim já que não atendi a nenhuma das suas ligações insistentes.
— Merda... — Sussurrei me abaixando um pouco para que ele não pudesse me ver.
Comecei a caminhar por onde havia maior número de pessoas, evitando a todo custo que seus olhos me encontrassem. Assim que passei pelas catracas da faculdade iniciei a minha corrida de 200 metros rasos até o metrô, agradecendo aos céus por ele não ter me visto, ou era o que eu achava...
Enquanto o metrô andava rumo a próxima estação senti meu celular vibrar no bolso com uma ligação, no modo automático simplesmente o atendi sem olhar para a tela acreditando que seria uma ligação da Marília.
— Oi, desculpa não ligar, eu to no...
— Malu por que você saiu de casa sem nem se despedir? Por que está fugindo de mim como o d***o foge da cruz? Nem estava atendendo minhas ligações. — Ao ouvir a voz do Rafael do outro lado da linha meu semblante mudou totalmente.
— Rafael eu to no metrô, sem condições de conversar! — Respondi percebendo que minha estação estava próxima. — Mas se uma garota foge de você depois de... — Olhei ao redor começando a sussurrar. — Gozar em dois minutos... Deve ter algo errado!
— Tá terminando comigo só por isso? Foi um acidente! Acontece!
— Eu sei que acontece, até porque não fazíamos isso a seis meses! Mas não é só por isso, as coisas já não iam bem entre nós, era sobre isso que eu ia falar com você hoje mais cedo.
— Você não parecia estar vestida para uma conversa dessas... — Pude sentir uma pitada de malícia em seu tom de voz.
— Rafael, conversamos depois, quando eu chegar em casa talvez.
— Você vai mesmo jogar cinco anos no lixo por uma transa r**m?! — Percebi claramente o timbre da sua voz alterando-se.
— Olha, eu já disse que não dá para falar agora, depois conversamos. Tchau!
— Malu...
Antes que ele pudesse terminar de falar, desliguei a ligação respirando fundo para não ter um treco ao mesmo tempo que me preparava para começar a correr de novo ao sair da estação.
Esse dia realmente não podia piorar! Uma transa r**m, uma atividade em que eu fui péssima, brigas com o namorado com 500 pessoas se apertando em uma lata de sardinha e a cereja do bolo: Perder um dos trens. Hoje o universo está de parabéns!
Enquanto o último trem que eu precisava pegar para ir para casa parava, olhei a hora no relógio do vagão que marcava exatamente 23:42, eu tinha exatamente 3 minutos para sair daquele trem, descer o primeiro lance de escadas, atravessar a estação, uma passarela, descer mais uma escada e correr até o terminal dos ônibus.
— Merda! — Esbravejei de forma baixa começando a correr no instante em que as portas se abriram.
Desci as escadas rolantes tão rápido que minha alma ficou descendo enquanto meu corpo já corria para atravessar a estação. Já podia sentir meu coração querendo atravessar o meu peito de tão forte que batia à medida que minha respiração se tornava cada vez mais pesada.
Pelo vidro da passarela pude ver meu ônibus estacionado prestes a sair, como eu não tinha fôlego para falar, apenas pensei no máximo de palavrões que eu podia enquanto tentava correr o mais rápido que possível já sentindo minhas pernas querendo falhar.
Quando olhei novamente para o vidro não deu nem tempo de ver se o ônibus ainda estaria lá, simplesmente senti meu corpo choca-se fortemente contra algo que me jogou para trás. Ouvi perfeitamente o som da minha cabeça batendo contra o chão deixando minha visão turva instantaneamente.
Enxergando apenas borrões vi alguém se aproximando de mim, falando coisas que eu não conseguia entender muito bem já que m*l as ouvia, mas parecia estar falando em inglês...