— Ahmed ajudar. Professor também ajudar — eu reconheceria aquela voz entre um milhão de outras. Pensei que ia desmaiar. Era ele mesmo, Ahmed Mir estava ali, há poucos metros de distância naquele momento! Aquilo era impossível! — Que ótimo! Muito obrigado, nem sei como agradecer — disse Paulo, animado. — Se tiver alguma coisa que possamos fazer por vocês, é só falar — reforçou Silvia. Fiquei mais alguns segundos escondida atrás da van, procurando coragem para aparecer diante de Ahmed e então percebi a bandeira egípcia tremulando em frente a um dos palacetes antigos. Tinha uma placa bem debaixo de uma lâmpada, não sei como não a vi antes, que dizia Consulado Geral da República Árabe do Egito. Então, tudo fez sentido. Minhas pernas continuavam tremendo. Será que ele me reconheceria? E que

