Voltei para casa passava das onze horas. Exausta, suada, descabelada e ainda com fome, pois o salgadinho que comi em um boteco m*l frequentado, que parecia ser o único estabelecimento que vendia comida nas redondezas, além dos restaurantes caros que um dia tiveram o prazer da minha presença, não passava de uma coisinha minúscula e incapaz de matar a fome da menor das criaturas. E o pior de tudo: aquilo não era uma comida barata! Pensei que para satisfazer meu apetite eu precisaria de pelo menos uma dúzia daquele bolinho-sei-lá-de-que-mas-acho-que-é-de-frutos-do-mar. Minha grana no momento só dava para comprar um. Estava gostoso, apesar de não ter sido o bastante. Fiz uma anotação na agenda de tarefas do meu celular para não me esquecer de que precisava ir ao mercado no dia seguinte. De pr

