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1917 Palavras
Capítulo 6 Persefone narrando Eu entro que nem um furacão no quartinho que eu tinha atrás do bar da Olivia, meu coração estava pulando fora do meu peito e não sabia realmente o que fazer. Começo a ligar para Sara a todos custo mas ela demora me atender. — Preciso que você venha até aqui. – eu falo — Estou ocupada – ela fala — Por favor Sara, vem por favor, eu te imploro. — Calam – ela fala – daqui a pouco eu paro ai. Eu tinha um prazo pequeno para fazer o pagamento da divida que fiz nos morror,s mas esse prazo lgoo se esgotaria e eu estava ferrada, precisava arcar com essa divida, antes que eles acabam com a minha vida. Sara entra no quartinho e me ver desesperada, ela me encara. — A policia pegou toda minha d***a – eu falo para ela e ela me encara — O que? – ela questiona – você está falando sério? — Estou ferrada amiga, eles vão querer me m***r! – eu afirmo e ela me encara. — Ta devendo quanto? – ela pergunta — Aqui horrores, para duda na Santa Marta ainda mais – eu falo para ela – me diz, porque eu não pode ter pais que cuidasse de mim? Tinha que viver essa vida de m***a. — Eu não sei o que te falar, é muita grana? — Muita – eu falo para ela – peguei d***a suficiente para vender para conseguir quitar a divida nos dois morros e agora estou ferrada. — O problema que Duda logo vem te cobrar e ele não esta nem ai – ela fala – quando você tem que pagar? — Sabado. — Daqui 4 dias – ela fala — Eu posso fugir, mas para onde? — Você está maluca? – ela pergunta – eles vão te caçar até no inferno. — Sou peixe pequeno. — Mas não tem grana nem para pagar divida, vai ter para fugir? Se toca Persefone – ela fala — Eu não sei o que fazer, nunca fiquei desesperada como estou agora – eu falo para ela. — Faz programa com as policias – ela fala – ganha bem, ganha dinheiro bom. — Se eles descobrem, estou ferrada, esqueceu que te disse que perdi tudo por causa da policia c*****o? – eu pergunto para ela e ela me encara — Quando ver nem vão saber que está se prostituindo por grana – ela fala – e outra, é trabalho não está passando informação. — Até parece que traficante vai querer saber disso, vão querer colocar minha cabeça de brinde no meio da quadra para mostrar ao devedores o que vão acontecer se não pagar. — Se você tem outra ideia melhor, vai fundo – ela fala – é se prostituir para a policia ou virar marmita de traficante aqui no morro, ai tu vai sofrer bem legal. Eu olho para ela e ela me encara, eu me sento na cama pensando em uma decisão melhor. Capítulo 7 Atibaia narrando Eu pego o jornal que trouxeram do asfalto e abro um sorriso quando leio. — A morte do casal do ano está em todos os lugares – eu falo para Joé. — Esses ai não ficaram nem sinal para contar nada – ele fala — Ainda que encontraram o corpo dela, todo deformado, mas o primo reconheceu – eu falo – isso significa, que mortos não voltam para assombrar. Joé me encara e vejo que ele estava com uma pilha nas mãos fazendo anotação. — O que é isso? – eu pergunto para ele — Dividas pequenas, mas dividas – ele fala – tem uma grande quantia solta pelo morro. — Não cobramos dividas pequenas com tanto pavor como as altas. — Mas precisamos começar – Joé fala – tem gente que não paga a tempo e isso precisa girar no morro Atibaia, ficamos preocupados em m***r Fabianinho e a esposa e esquecemos de muitas coisas. — Você tem razão – eu falo – deixa eu ver isso. Ele me entrega as pilhas e começo a ver, tinha noias que tinha valores baixos, outros altos, Castro entra na boca e nos encara. — O que estão fazendo? — Vendo as dividas – Joé fala — Vamos dividir em três essa pilha ai e vamos começar a cobrar – eu falo — Vai cobrar com pavor divida pequena? — O morro precisa girar a grana aqui dentro – eu falo para ele – vai divide ai Joé e deixa as minhas. — Vai cobrar pessoalmente Atibaia? Tá com tempo sobrando. — Fabianinho agora está morto – eu falo para ele – tenho tempo de sobra ou não – eles me encaram — Está falando da tal herdeira? – Castro fala — Não vou cansar até descobrir quem é ela e m***r ela – eu respondo — E se ela nem saber que é herdeira do morro? – ele pergunta – e se ela nem imaginar isso? — Não me interessa, eu quero ela morta, seja quem for – eu respondo - nunca tive pena de ninguém, vou ter agora? Eles abrem um sorriso e dividimos a lista, olho uma por uma, tinha alguns nomes conhecidos e outros não tantos, vejo uma tal de Persefone que tinha uma divida alta, eu acho que já vi ela pelo morro, morava no bar da Olivia mãe do Castro, meio perdida por aqui. — Atibaia – olivia fala — E ai, aquela gaorta que mora aqui — Persefone? — Ela está? — Não – ela fala – porque, o que aconteceu? — Quando você ver ela , diz para ela passar na boca e falar comigo ou com Joé – eu falo para ela – não esquece de dar o recado. Meu celular toca e eu abro a mensagem e vejo que era Castro me mandando um vídeo, abro e era a p***a de um policial, denunciando aos quatro ventos o meu morro e me colocando como culpado pela morte d eFabianinho e sua esposa, dizendo que a investigação tinha começado e que ele subiria o morro e me tiraria daqui preso. Abro um sorriso vendo a ousadia do policial, que não demoraria muito para ter o mesmo destino de Fabianinho. Capítulo 8 Persefone narrando Eu passo a noite em claro e sem saber exatamente o que fazer, logo recebo uma mensagem meu celular e era Joé . — Persefone você precisa pagar sua divida, não posso mais passar pano para você. Estou passando a anos. Eu me levanto, respiro fundo e troco de roupa, vou até a casa de Sara e ligo para ela, ela me atende e diz que já desce, o pai de Sara, sai na frente da casa e em encara. — O que está fazendo aqui esse horário? – ele pergunta — Preciso de uma coisa que está com a Sara – eu falo para ele e ele me encara. — Persefone, não gosto de você com a minha filha – ele fala me encarando. — Eu não tenho perigo nenhuma ela , seu emanoel – eu falo – somos amigas desde infância, eu gosto muito dela! — Eu entendo – ele fala – mas não acho que você seja uma boa companhia a minha filha e não quero você na frente da minha casa chamando ela, imagina o que os outrs vão dizer sobre ela, que ela é uma perdida que nem você. — Pai – Sara fala — Não demore, estou te esperando dentro de casa. – ele entra e Sara me encara — O que aconteceu? — Nada de mais – respondo – preciso da sua ajuda. — O que ouve? — Preciso de grana – eu falo para ela – você consegue o programa com um policial ainda hoje? — Consigo – ela fala – deixa fazer uma ligação. Sara liga para alguém e depois troca algumas mensagens, então ela me olha e depois olha para dentro de casa. — Ninguém pode saber que fui eu que te arrumei isso – ela fala – nem mesmo meu api. — Relaxa somos amiga, jamais te entregaria – eu falo para ela. — Porque mudou de ideia? – ela pergunta — Joé me mandou mensagem, dizendo que não vai poder mais me ajudar, provavelmente logo vão atrás para cobrar. — Se for cobrar vai ser Joé ou Castro, Joé não faz nada contra você e Castro você mora no bar da mãe dele – ela fala – ela não vai deixar fazer m*l. — E se for Atibaia? – eu pergunto e ela sorri — Você realmente acha que ele vai cobrar divida? Ele manda alguém cobrar para ele. Atibaia não se preocupa com isso, ele matou um homem a sangue frio e a mulher do cara também, está preocupado com gente grande e não com pessoas pequenas. Ela me encara e deixa o endereço onde deveria ir, diz para eu me manter em silêncio e não falar de onde sou, inventar um nome falso e uma história, para tomar cuidado porque querendo ou não era arriscado. Eu já me prostitui algumas vezes em troca de grana, na verdade muitas vezes, njá fiz de tudo e um pouco, já me prostitui, vendi d***a, fiz faxina, vendi na sinaleira coisas e muito mais, aprendi a sobreviver muito cedo nessa vida, e se não fizesse isso, eu já estaria morta. Capítulo 9 João Ferraz Após passar o dia dando entrevista sobre a investigação da morte do empresário Fabiano e de sua esposa Alicia que foram cruelmente assassinados, eu fui para o hotel onde marquei um encontro com uma acompanhante, entro no quarto do hotel e afrouxo a minha gravata, coloco a minha arma no cofre, junto do meu dinheiro e dos meus documentos. Não conseguia tirar essa investigação da minha cabeça, era a única chance que eu estava tendo de me vingar de Atibaia pelo passado, um passo nem tão distante. Atibaia era o maior filho da p**a que eu já tinha conhecido na vida, deveria pagar com sua vida por todos os crimes que cometeu, todos mesmo, muita gente inocente morreu em suas mão. A garota que contratei entra pela porta, eu a encaro, a pele bem branquinha, os olhos negros, assim como a cor dos cabelos preto, sua boca carnuda, seu rosto angelical e vestida com classe, ela abre um sorriso de canto quando me ver mas quando continuo a encarando a mesma me encara um pouco apreensiva. — Nunca vi você , você é nova? – pergunto a ela. — Sou – ela fala – com essas pessoas, sim. — João Ferraz – eu falo para ela e ela me encara , eu me aproximo dela – você não tem nome? — Mariana – ela responde — Sei que esse não é seu nome de verdade. — Precisaria te m***r se eu te contar o meu nome verdadeiro. — Espero que não seja nenhuma criminosa – eu respondo — Depende – ela fala – se for você o policial, quem sabe eu cometo um crime – ela fala abrindo um sorriso e eu abro um sorriso para ela de volta. Pela primeira vez depois da morte de Janaina, eu me encantei por uma mulher, uma menina, uma garota tão bonita, que não deveria estar nessa vida, com seu jeito tímido mas ao mesmo tempo provocador, eu a encarava tentando desvendar o seu olhar que parecia esconder uma vida difícil. Mas ao mesmo tempo, encantado por cada curva do seu corpo.
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