Capítulo vinte cinco

1411 Palavras

O motorista já o esperava com o carro escuro encostado junto à calçada. Caio acenou com a cabeça e entrou no banco traseiro. O vidro fumê emoldurava o desfile cinza da cidade, onde os prédios pareciam brotar como fungos, e as pessoas caminhar com a mesma impulsiva pressa de sempre. Três meses. Quase quatro. O frio europeu ficou para trás. A casa continuava a mesma: limpa, organizada — exatamente como deveria estar. O relógio de parede marcava pouco depois das quatro. O mesmo modelo analógico, discreto, com ponteiros prateados com fundo branco. — Doutor Caio. Que prazer em revê-lo. A empregada, como de costume, o cumprimentou com profissionalismo. — O senhor gostaria de um lanche, um suco? — Não, Dulce. Pode ir — disse ele. — Se quiser e só chamar. — Dulce. Chamou Caio. —

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