Capítulo quarenta e seis

1426 Palavras

Virgílio não agia por impulso. Entendia que aceitar a proposta significava a porta de entrada para uma questão complexa. A caminho do escritório, ele encara os próprios olhos no espelho do retrovisor: O que o move? O desejo de poder? Ou a justiça? Afastado, ele fingia normalidade. Seus olhos, no entanto, não perdem um movimento sequer. Joana fala com Carol. André cruza o corredor sem olhar para os lados. A cena é de uma aparente casualidade. Para a maioria. Virgílio vê os detalhes. Uma projeção que não tinha antes. Uma encenação. No cenário movimentado da capital, ele e Marinho fazem uma pausa revigorante do trabalho no escritório. Trocam amenidades sobre discussões políticas. — O problema, Virgílio, não é só administrativo. É, também, a fragilidade estrutural crônica. Não adiant

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