Capítulo vinte oito

1059 Palavras

A vida ia bem na construtora. Do lado fora, o chão começava a afundar. Antes, ele e os amigos, Iago e Beto, eram inseparáveis. Em comparação ao agora, mergulhado no crime, Beto via no caminho tortuoso um atalho para grandeza. Iago, de farda, rosto endurecido, se aferrava à disciplina da corporação a cada ocorrência. A distância entre eles crescia, e Maurício sentia o peso desse separação. Passava sozinho por um trecho pouco iluminado até o estacionamento. O andar relaxado com as mãos afundadas nos bolsos em razão do clima frio daquele dia. Chegou ao carro, cúmplice de tantos dias. Abriu a porta, sentou, e suspirou. Por um segundo parou encarando o painel. A mão já procurava a chave quando um sujeito — capuz cinza, olhar elétrico, aparentando alguém muito jovem para um assaltante. — e

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