Capítulo trinta e cinco

1091 Palavras

Fumaça de cigarro subia pelo ar. A sala era um purgatório com ar-condicionado. As paredes, de um cinza entediante, absorvia qualquer som. Do outro lado da mesa larga, dois auditores da corregedoria com expressão neutra. E um terceiro visto como o inspetor-chefe, olhava por cima dos óculos. — O senhor... confirma que estava de folga? — Confirmo. O som da caneta riscando o papel, ameaçava igual a qualquer arma. — E, por um acaso, foi por mera coincidência que resolveu passar por aquele local na hora exata do roubo ou tinha outros planos naquele momento? A pergunta era uma faca, e ele esperava que Iago a cravasse na própria carne. É sempre assim. Se arriscar, fazer o que é certo, e no final, a própria sociedade, que jurou proteger, te condena. — Eu estava lá para resolver uns ass

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR