Sem Pudor 2

764 Palavras
Droga, acabei cochilando no meu horário de intervalo. Me ajeito em minha cadeira e meu rosto como posso, se for a diretora não vai pegar bem o que acabou de acontecer. Digo: __Entre! Esperando claro a diretora, porém alguém que eu não esperava adentra a porta de forma desconfiada com um sorriso falso nos lábios. __Senhorita Chang. Ela fica ereta agora dizendo: __Olá professor Lewis. Digo: __Veio para sua visita mensal? Mas antes que ela responda vejo logo atrás dela a garota que estava minutos atrás em meus sonhos durante meu inesperado cochilo. Congelo no mesmo instante e ela sorri para mim acenando lá de fora, saindo do meu campo de visão quando quando Suzy fecha a porta e eu volto a me concentrar nela que se aproxima e se senta na cadeira a minha frente. Começo perguntando: __E agora, qual o seu problema dessa vez? Ela sorri daquela forma outra vez e diz: __Bem, é sobre a nota do meu último trabalho. Não posso apresentar aquilo aos meus pais. Cruzo minhas mãos sobre a mesa e digo: __Então devia ter entregado dentro do prazo para não perder metade da nota. Ela então se aproxima da mesa colocando seus braços de uma forma que faz seu decote ficar mais exposto em sua camisa e me diz: __Certeza que não podemos fazer alguma coisa sobre isso, professor? Eu respiro fundo e apenas digo: __Vou fingir que você não está fazendo o que penso que está tentando fazer senhorita Chang, para isso não ficar ainda pior para você. Ela se afasta meio assustada e eu continuo: __Se quer uma nota boa, faça um bom trabalho e entregue dentro do prazo estipulado. Ela se levanta nervosa e nem se despede quando deixa a minha sala. Ouço vozes lá fora, acho que ela parece meio decepcionada por não ter conseguido o que queria. Estou colocando uns papéis em minha pasta quando alguém bate a porta mais uma vez. Eu peço para que entre e fico surpreso em ver a amiga dela me perguntando se pode falar comigo um momento. Não sei se seria uma boa ideia ter ela em minha frente agora depois daquele sonho, mas tenho que ser profissional e digo que entre e se sente. Ela parece um pouco tímida e não muito certa do que está fazendo, mas entra e se senta na cadeira a minha frente. Eu desço meus olhos por sua boca um instante e me lembro bem dela em torno de mim em meus sonhos minutos atrás e o milagre que esses lábios podem fazer... __Pois não senhorita... __Steinfield, Holly Steinfield. Faço o máximo possível para não me distrair como fiz segundos atrás e continuo: __O que deseja senhorita Steinfield? Ela se ajeita na cadeira e parece ainda mais tímida por ter meus olhos nos seus, eu gosto disso. Na verdade eu me policio mentalmente sobre isso, afinal ela é minha aluna e eu nem deveria estar pensando nela de maneira alguma. Ela finalmente diz: __Não pode mesmo ajudar a Suzy? A observo por uns instantes e pergunto: __Ela te pediu para vir falar comigo? Ela prontamente responde: __Não! Me olha novamente e diz: __Somos amigas. Eu respiro fundo e digo: __Eu sei, já vi vocês duas juntas. Ela parece meio surpresa ao me ouvir dizer isso, mas eu apenas continuo: __Senhorita Steinfield, como posso dizer isso, Suzy, bem, ela não leva os estudos muito a sério. Não posso fazer muito sobre isso, eu tento fazer ela me entregar tudo dentro do prazo, mas ela nunca faz e por mais que eu não queira fazer isso, preciso mostrar a ela como as coisas são. Ela parece decepcionada e eu continuo: __Sei que não é da minha conta, mas de certa forma é, a senhorita Chang não é muito disciplinada com os estudo e tenho pra mim que em várias partes da vida dela, certo? Ela não responde, mas percebo a resposta e digo: __Nem precisa me responder. Ela pensa um pouco e eu então digo: __Acha mesmo que ela é uma boa companhia pra você? Ela não responde, mas diz: __Ela é minha melhor amiga. Eu apenas digo: __Okay. Quando ela se levanta para sair eu digo: __Vou ver o que posso fazer. Ela parece radiante agora e o sorriso dela me faz descer os olhos por sua boca mais uma vez e alguém aqui embaixo fica animado só em lembrar do que rolou naquele sonho. Ela agradece e segue em direção a porta, me fazendo ajeitar certa parte do meu corpo dentro de minhas calças, nem me reconhecendo mais depois dessa.
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