Me Leve Com Você 2

724 Palavras
Chego em casa e preparo meu sanduíche, ligo a TV e enquanto a chuva cai lá fora, me distraio com um filme qualquer. Meu telefone toca, é minha mãe, afirmo mil vezes para ela que estou bem e que estou descansando com o combinado, que nem liguei meu laptop ou pensei em trabalho hoje. Ela se sente mais reconfortada e depois de encerrar a ligação vou até o quarto pegar um cobertor, pois está frio e vou ficar mais um tempo vendo outro filme. Acordo me sentindo bem e até passo um pouco da hora que costumo acordar, talvez vir pra cá não tenha sido uma má ideia. Mas ainda não há muito o que fazer aqui. Eu penso que poderia ter trazido alguma daquelas mulheres com quem eu costumava sair antes da Celine, mas aí me lembro que todo esse stress fodeu com minha libido e falhei na hora h com algumas delas, me deixando totalmente sem chão por um tempo e causando ainda mais aquela crise que tive no trabalho. Então estou há pelo menos uns dois meses sem sexo, nem vontade de me masturbar tenho mais, isso é o fundo do poço para a maioria das pessoas e Logan me fez prometer que procuraria ajuda psicológica, mas não sei bem se isso resolveria. Ser tachado de corno na cidade toda pode fazer toda essa merda com a sua cabeça e eu descobri isso na prática. Resolvo que é melhor não pensar nisso e procurar uma geleia descente, porque essa aqui que usei na torrada não ficou muito boa não. Minto pra mim mesmo mais uma vez para ter motivo de descer até a cidade novamente. A pista está molhada e as árvores também, foi uma chuva intensa que durou quase toda a noite e ainda choveu um pouco pela manhã. Chego a aquele ponto de ônibus novamente, aquela mulher estranha continua por lá, ela está totalmente ensopada e será que ela passou a noite aqui? Eu paro meu carro e desço, ela me olha com a cara fechada. Eu me aproximo e pergunto: __Está tudo bem? Ela diz sem nem me olhar direito: __Já disse que sim, não preciso de ajuda, segue seu caminho. Olho mais uma vez para sua roupa molhada e sua mochila ainda em suas costas. Mas como ela nem olha mais em minha cara, decido voltar para o meu carro. Fico pensando nisso durante todo o trajeto para a loja de conveniência. Quando chego, decido comprar algumas coisas para dar a ela, mesmo que ela recuse minha ajuda, vou deixar uma sacola com algumas coisas por lá. Pago no caixa e sigo em direção ao meu carro. Está chuviscando outra vez, coloco a touca do agasalho até chegar ao carro e abrir a porta para entrar. Ligo meu carro e uns poucos quilômetros depois estou novamente naquele ponto de ônibus. Paro meu carro e dou alguns passos na direção daquela moça, ela está em um canto, um tanto imóvel. Eu digo: __Moça, está tudo bem? Já estou preocupado que ela se enfureça, então faço isso com cuidado sem me aproximar muito, mas ela não responde já começo a me preocupar. __Moça? Ela geme alguma coisa incompreensível e eu me aproximo um pouco mais, viro seu rosto, tirando os fios de cabelo molhado dali, seus olhos estão fechados e ela queima de febre. Não ligo que ela vá querer me bater depois, eu a seguro e a pego no colo a levando para o banco de trás do meu carro, ela nem acorda nesse trajeto. Sigo em direção a minha casa, olhando algumas vezes para o banco de trás para ver se tenho alguma reação dela, mas nada além daqueles pequenos sons incompreensíveis de antes. Estaciono meu carro na garagem, abro minha porta, dou a volta e vou até a porta de trás, abro e a pego no colo mais uma vez, ela ainda parece desmaiada ou fraca demais para responder qualquer coisa que eu pergunte. Entro em casa e sigo para o quarto a colocando em cima da cama. Fico olhando para ela sem saber muito o que fazer, se chamo um médico ou se tento fazer ela acordar. Ela se mexe um pouco, mas não acorda, checo e ela ainda está com muita febre. Suas roupas estão encharcadas, vou ter que tirar elas do seu corpo.
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