Dorian Vince Observei o apartamento dela, tentando entender a origem do barulho. Meus olhos captaram cacos de vidro espalhados pelo chão e uma marca na parede — ela havia jogado algo com força. — Estou sim — respondeu, mas sua voz estava estranha, embargada. Voltei meu olhar para ela. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, a boca rosada, como se a estivesse mordendo para conter alguma emoção. Nunca fui bom em lidar com pessoas chorando. Mulheres, então? Pior ainda. A verdade é que nunca soube o que fazer quando alguém derramava lágrimas na minha frente. Talvez por isso a única reação que tive foi puxá-la para um abraço. Dizem que, em momentos difíceis, um abraço pode ser tudo o que alguém precisa. Talvez eu não fosse o abraço que ela queria ou esperava, mas, mesmo assim, ofereci.

