Renata. - Rio de Janeiro, 26 de maio, Complexo da Maré. 16:15 PM. — Pro gol, pro gol! — Falcão gritou e Kauã chutou, fazendo um gol e saindo correndo pelo campo até onde Falcão estava. Eu só ria desses dois. Tinham outras crianças brincando também e eles acabaram fazendo dois times pra jogar um contra o outro. Falcão era pra ser o juiz, mas estava torcendo pelo time do Kauã e ajudando também, então nem era pra ser considerado juiz. Em algum momento do jogo deles, por causa do calor, Falcão tirou a camisa e eu olhei ao redor, vendo algumas mães vidradas nele. Dei uma risada comigo mesma e ele rodou o olhar pela arquibancada — que na verdade era um monte de cadeiras ao redor do campo — e parou em mim, dando um sorriso de lado bem discreto que, se eu não conhecesse, quase não veria. — E

