Falcão. – Rio de Janeiro, 13 de março, Complexo da Maré. Olhei meu relógio de pulso vendo que faltavam vinte minutos para Kauã sair da escola e eu fui logo agilizando o que precisava para sair da boca. Daria tempo de buscar ele e voltar para bater um papo com PH, que era o cara da tecnologia, ele descolava qualquer coisa para a facção. "Não gosto de pedir nada, mas tu pode ir sozinho lá buscar o Kauã? Estou com almoço no fogo, achei que daria tempo." – Chegou uma mensagem de Renata e eu ri. "Deixa comigo, já chego aí com ele." "Está fazendo almoço para mim também? Porque todo mundo já almoçou nessa casa menos eu." Ela demorou, mas respondeu: "Porque você não quer, sempre tem almoço aqui." "Quando trouxer ele, já fica e traz o Matheusinho." Mandei um dedo e bloqueei o celular, pega

