Nunca pensei que fosse viver um negócio desses. Eu, Isidóro, criado no duro, acostumado a levantar com o sol e dormir com as dores do trabalho, agora deitado numa cama quente com mulher que parecia saída de conto de cigano. Já tive mulher na vida? Nunca. Só as vontade guardada feito moeda no fundo do bolso e as punheta feita escondido no estábulo, quando o corpo gritava demais e não tinha jeito de segurar. Agora... agora eu tinha ela. Aquela cabritinha loira, deitada na nossa cama como se fosse dona do mundo — e quem sabe não era mesmo? Era minha. Nossa. E meu peito doía de ciúme, mas eu engolia seco, porque dividir com meus irmãos era melhor que não ter nada. A pele dela brilhava no escuro do quarto, mais clara que a nossa, cheirando a flor e a coisa boa. As mão dela — pequena, maci

