Eu e Téo távamos sentado na cozinha já fazia tempo, jogando dominó e tomando um gole de vinho. O sol lá fora já abaixava e o silêncio que vinha do pasto começava a me dar gastura. Coisa boa num era. — Ocê acha que eles... já tão vindo? — perguntei, mexendo as pedrinhas do jogo. — Isidóro sabe que ela não é muié dele de verdade, Laysla é nossa também, espero que cheguem logo ou eu mesmo vou lá buscá. — respondeu Teófilo, mas o olhar dele tava fixo na porta, igual ao meu. Foi só falar que a porta se abriu. João entrou primeiro, com o beiço inchado, um roxo se formando no canto do olho e os cabelos parecendo que tinha lutado com porco no chiqueiro. Atrás veio o Isidóro, calado, a cara fechada daquele jeito que só ele sabe fazer. E por fim… ela. Laysla. Com o cobertor marrom bem apertado

