Meses depois eu tava sentada na beirada da cama, com as perna esticada e a cabeça encostada na parede, tentando descansar um pouco depois da lida da manhã. Tinha lavado roupa, mexido no feijão, ajudado o Doro a limpar as telha e ainda dei uma olhada nas galinha, que andavam meio esquisitas esses dias, botando ovo só quando querem. O sol já tava alto lá fora, a luz entrava pela janela e batia bem na barriga, que agora tava bem redondinha, linda mesmo. Eu alisei devagar por cima da camiseta arregaçada, só curtindo o calor do dia e o silêncio que reinava por uns minutos. Nem os menino estavam por perto, cada um ocupado com alguma coisa. Foi aí que eu senti. Um negócio levinho, como se tivesse uma borboleta se debatendo lá dentro. Ou um peixinho nadando só de zoeira. Fiquei parada, sem resp

