As mão tavam sujas de graxa, nóis mexia nas tramelas do galinheiro novo que o Teófilo tava tentando construir, um trem meio torto, mas tava de pé. Eu batia uns pregos aqui, ele ali, mas desde que o Bento e a Laysla sumiram pra dentro da casa, nós dois não se concentrava em mais nada. O martelo do Téo descia com tanta força que se errasse, ia era arrancar o dedo fora. — Cê vai quebrar esse prego aí, ó — eu falei só pra ver se ele parava com aquela fúria. Mas ele largou o martelo com tudo no chão e virou pra mim, os olhos faiscando de raiva e o rosto mais vermelho que tomate maduro. — Mesmo que o menino que ela vai ter seja do Bento... nóis tinha que participá também, Doro. Ocê não acha? Fiquei calado um instante. Pensativo. Dei de ombro, mas com o coração todo revirado também. — Talve

