Já faz logo três dias que a nossa Laysla sumiu. Três dias inteirinho de angústia, sem notícia, sem cheiro, sem rastro. Naquela tarde, nóis tinha voltado da cidade, cansado, os cavalo suado, e a cabeça cheia das conta que ainda tavam por resolver. Mas nada me preparou pro baque que foi chegar e não encontrar a Laysla na casa. Tudo tava no lugar... menos ela. Procurei no galpão, no galinheiro, até debaixo da carroça. Berrei feito um doido pelo nome dela, mas só o vento respondeu. A porta do quarto da mãe tava aberta, e dentro... só o cheiro leve que a loira deixava no ar, e um clarão que eu nunca vou esquecer. Bento caiu de joelho. Teófilo rosnava de raiva. E eu... eu travei. Só consegui pensar: Levaram ela. Foi então que achamos a carta. No outro dia, fui direto pra cidade atrás do tal

