Capítulo 22 — Isidóro

793 Palavras

Não sei o que me deixava mais maluco naquela mulher: o corpo bonito, o jeito de rir alto sem vergonha ou as coisas que saíam da boca dela. Era formosa de um jeito que doía o peito, mas parecia mais doida que cavalo xucro no curral. Depois que comemos, ficamo tudo ali meio de barriga cheia, mas nenhum de nós tirava os olhos dela. Bento, claro, com aquela carinha de apaixonado bobo, e Teófilo, o danado, com olho de quem queria outra rodada. Mas foi aí que ela começou a falar. E falava bonito, eu não posso negar. Começou contando dos pais. — Meus pais morreram quando a pouco tempo. Morávamos numa casa simples, sem luxo, e quando eles se foram, eu precisei me virar sozinha. Tentei de tudo… mas ser mulher sozinha no mundo não é fácil — disse ela, ajeitando o cabelo, com os p****s nus balança

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