Nunca pensei que um dia ia agradecê a Deus por ver minha tia Juliana indo embora numa carroça puxada por mula. Mas foi o que aconteceu. João, meu primo, fez esse favor pra nós, e o alívio bateu forte no peito. Só de saber que aquela véia fofoqueira ia parar de rondá a casa, já dava vontade de dançá no terreiro. Ela ainda falou, com aquele tom mandão: — Quando eu voltar, quero tudo acertado pros casório do Bento e do Teófilo. Fiz que sim com a cabeça, mas por dentro... por dentro eu fervia. "Volta nada, tia. Se depender de mim, cê nunca mais põe os pés aqui." Depois da partida deles, a casa pareceu respirá. Ficamo nós quatro: eu, Bento, Teófilo e a Laysla. E que paz boa. Quer dizer… paz era modo de dizê. Porque aquela mulher ali... meu Deus do céu... a danada andando nua pra lá e pra

