Acordei com a pele suada, o peito subindo e descendo devagar. O cheiro de homem misturado com o meu, tudo quente e apertado. Um braço pesado sobre a minha barriga — certeza que era do Isidóro, porque até dormindo ele me agarrava como quem defende um pedaço de terra — a perna peluda de Teófilo atravessada na minha coxa e Bento com a cabeça encaixada no meu pescoço, respirando manso. Pareciam filhotes procurando abrigo, se aninhando em mim como se eu fosse casa. E por um segundo eu me senti exatamente isso: casa. Mas aí veio a pontada no estômago. Não era fome. Era aquele aperto, aquele incômodo que vem junto com um pensamento que você não quer pensar. O que eu tava fazendo ali? Não ali na cama, com os três homens mais gostosos que eu já tinha visto e tocado na vida. Isso eu sabia respon

