Capítulo 02

786 Palavras
Já na entrada fui recebida pelos seguranças que ficavam em uma guarita, fiquei pensando comigo mesma que os donos dessa mansão devem ter muito dinheiro. Na verdade, eu não sabia nada sobre os donos, apenas vi uma publicação na Internet que precisavam de uma pessoa para a faxina e como eu ajudava muito minha mãe quando ela trabalhava como doméstica na casa dos seus antigos patrões, eu tinha bastante experiência, coloquei meu currículo e me ligaram para uma pequena entrevista e queriam analisar meu trabalho, aceitei sem pensar duas vezes, e lá estava eu esperando os seguranças informarem para sei lá quem da mansão que eu já havia chegado. Pouco tempo depois me deixaram entrar, na entrada havia um vasto jardim com várias plantas, árvores e flores, me encantei na mesma hora que vi, havia um caminho de pedra que levava para a mansão, e nossa! A frente era toda de vidro, dava para ver toda a mobília da casa, a sala , os quartos, tudo! Como os donos tinham privacidade? Ela era de 3 andares, e o único andar que não dava para ver nada era o terceiro, já fiquei curiosa pra saber o que tinha lá. "Você deve ser a senhorita Violet?" disse uma senhora de cabelos pretos, baixinha, sorridente e simpática que saiu de frente da mansão para me cumprimentar. "Sim, prazer em conhecê-la" respondi apertando a mão dela. "Prazer, eu sou a governanta da casa, meu nome é Leila, fui eu que chamei você para uma entrevista, mas na verdade, quero avaliar seus serviços e apenas conhecer você pois precisamos de alguém de confiança para cuidar da casa, espero que não se ofenda." "Não me ofendi, posso começar com o serviço agora enquanto você pode ir me conhecendo e eu conhecendo as regras da casa, será apenas como uma conversa agradável." falei educadamente, sorrindo para ela. Parece que ela gostou da minha resposta pois já foi logo me dando um uniforme e me mostrando toda a área da casa. Os móveis e a decoração eram uma mistura de sofisticação com um toque rústico, paredes de pedras dentro da mansão e mais ao lado uma lareira moderna. A senhora Leila era uma mulher muito agradável, sempre tentando facilitar meu trabalho, não fiz muita coisa no meu primeiro dia, mas estava satisfeita. Já era 6:00 da tarde, quase final do meu expediente quando a governanta me chamou para lanchar, entrei na cozinha luxuosa e vi vários bolos e sucos na mesa, como estava com fome, aproveitei, mas nessa hora, os portões da garagem se abriram, era o dono que havia chegado. Eu havia perguntado mais cedo para a senhora Leila quem eram os donos, ela já foi logo me corrigindo que só havia um dono na casa, ele era solteiro e não tinha filhos, e que não era para eu me preocupar porque apesar do temperamento do homem, nós dois quase não iríamos nos ver por causa dos horários, apenas no café da manhã, mas contanto que o trabalho estivesse de acordo com seus gostos, não teríamos problemas. Fiquei um pouco alarmada, mas depois do que ela me falou pensei que tudo ficaria bem, só que para minha surpresa, ou meu azar, o cara teve que chegar antes de eu ir embora, quase me engasguei com o suco que estava tomando, mesmo assim, tentei manter a calma, quem sabe se eu não tratar ele da mesma forma que tratei a governanta, ele também não simpatize comigo!? Mantive a calma e fiquei esperando a senhora Leila ir até a sala dar boas vindas ao meu patrão. Escutei algumas vozes abafadas, uma era da governanta e a outra era bem grossa, parecia até m*l humorada, fiquei um pouco apreensiva, mas tentei manter a boa aparência, até que ouvi passos e a senhora Leila me chamando para cumprimentar meu patrão. Saí da cozinha quase pisando nos meu pés de nervosa, respirei fundo e quando cheguei na sala vi um homem olhando o jardim pela janela de vidro, ele estava de roupa social toda preta, suas costas eram largas, seus braços eram fortes, ele era muito, muito alto e forte, nossa! Que costas! Abri um sorriso e disse um pouco tímida: "Meu nome é Violet, prazer em..." Meu sorriso desapareceu, não consegui terminar de completar a frase, minha cara de alegria se tornou em um verdadeiro espanto, franzi a testa, congelei no lugar enquanto olhava para aquela pessoa na minha frente. O homem, que era meu patrão, havia se virado assim que eu tinha começado a falar e para minha surpresa e horror o cara era o mesmo que eu havia dado o dedo e xingado de babaca arrogante. Ele era O Babaca Arrogante Gostoso! FU-DE-U CORRE MULHER!
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