A sala de espera da ala cirúrgica era um limbo branco e silencioso, permeado pelo aroma sutil de álcool e antissépticos. O ar-condicionado soprava friamente, mas nada se comparava ao gelo que Lara sentia no estômago. Ela sentou-se em uma das cadeiras frias, o olhar fixo nas portas duplas por onde Chloe havia desaparecido. Cada minuto parecia uma hora, cada hora uma eternidade. O tempo se arrastava em uma lentidão c***l, pontuado apenas pelos passos apressados de enfermeiros e médicos que entravam e saíam, e pelo som distante de equipamentos médicos. Lara tentava se concentrar na respiração, nas batidas do próprio coração, mas sua mente era um turbilhão. Lara, a médica, tentava racionalizar. Repassava mentalmente os diagramas de anatomia, a complexidade de uma gastrectomia total, os risco

