cap 3 (Nicholas)

1261 Palavras
Sinto o vento gelado da noite me abraçar enquanto vejo cerca de 10 carros estacionarem em frente a casa que estou hospedado Depois que minha matinha fez uma aliança com está, descobri sobre seus agentes e decidi ver como funciona a coisa e, quem sabe, trazer a ideia para minha matilha. Estou em um dos vários quartos do segundo andar, frente a uma das janelas do quarto escuro. Não sou um fã da luz. Viro-me em direção a porta, pronto para sair, quando sou invadido por um cheiro semelhante a baunilha e flores silvestres e volto-me para janela. Meus olhos percorrem o terreno cheio de lobos até encontrarem duas grandes e deslumbrantes bolinhas roxas em meio a cachos negros. Não consigo evitar o magnetismo ao qual sou submetido, por isso permaneço ali. Imóvel. Impossibilitado de me afastar desta janela. Preso aqueles olhos brilhantes. Meu lobo está agitado e ameaçando sair a qualquer instante. Alguém chama sua atenção, fazendo-a desviar o olhar, e por fim me despertando do transe em que estava. Aproveito a deixa para sair dali o mais rápido possível, indo para o banheiro. Precisava tomar um banho frio para me acalmar e acalmar também meu lobo inquieto. - // - Desço as escadas da casa, indo em direção ao salão. O banho frio ajudou, mas meu lobo ainda está cheio de energia. Arranhando as paredes de minha mente, implorando para ser libertado. Mas nem fudendo que vou deixá-lo tomar as rédeas agora! Não depois do que houve mais cedo. Assim que as portas se abrem e entro no salão, sou preenchido novamente pelo cheiro de baunilha e flores silvestres. Meus olhos automaticamente procuram por seu dono. Tudo me diz que é a tal jovem de cabelos cacheados e olhos cativantes. Encontro-a em meio a multidão. O magnetismo prendendo meus pés ao chão enquanto meu lobo tenta forçar saída. A ardência em meus olhos o entregando. Quando suas presas mordem o lábio, ferindo-o. Desço os olhos para o sangue que escorre pelo seu queixo. Farejo o ar. Seu cheiro adocicado sendo captado automaticamente pelos meus sentidos. Ela quebra mais uma vez o contato e sou surpreendido por Derick, o beta, no mesmo instante. - // - Estou tratando de alguns detalhes sobre o jantar com o mordomo quando sinto meu lobo se agitar. Um aroma doce e suave me fazendo procurar seu dono. Me deparo com a jovem de cabelos cacheados me encarando com desejo. Seus olhos queimando meu corpo por onde passa e sou obrigado a sorrir diante da situação. Farejo o ar novamente. Procurando sentir mais seu cheiro em meio aos outros. Meus olhos ganham um brilho dourado. Meu m****o dando sinal de vida conforme sou entorpecido pelo cheiro de sua excitação. Ela parece perceber e vira o rosto e quando morde o lábio... p***a! Preciso me controlar. Estou em território desconhecido e não posso me dar ao luxo de f***r alguém aqui. Termino o que tinha a tratar com o mordomo e ocupo meu lugar à mesa. Meu olhar percorrendo a todos na mesa. Estou sentado entre a loba de olhos roxos e uma outra jovem, esta com olhos verdes, pele morena e cabelos lisos. Também negros. Sua aparência furiosa entrega que está prestes a desgrudar a cabeça do corpo do beta ao seu lado. O alfa desta matilha diz algo e respondo educadamente. Volto minha atenção para a dona do cheiro de baunilha, que agora ao seu lado está ainda mais forte. Meus olhos varrem seu corpo, afim de captar mais da moça. A pele clara, o olhos azuis, os cabelos negros com cachos que descem até um pouco abaixo dos ombros. Os s***s fartos e delicados e pelo que pude perceber, este não é o único lugar que é avantajado... Meu lobo arranha as paredes de minha mente mais uma vez, me fazendo perceber que estou secando a pobre coitada com os olhos. Apresso-me para procurar uma distração quando uma jovem loba me pergunta algo e volto minha atenção para ela. --- Já encontrou sua companheira? - surpreendo-me com a pergunta repentina. A moça não parece ter mais que 24 anos de vida. Os cabelos castanhos, a pele clara e os negros recalcados pelo vermelho do vestido. Ela arruma a postura quando Derick a repreende e sorrio. Respondo a pergunta e ela logo me lança mais. Respondo sem pensar muito. Já estou ficando entediado quando respondo outra pergunta da loba e ela me solta mais uma frase atiçada. Reviro os olhos enquanto bebo o conteúdo de minha taça. Foco minha atenção a moça de cachos negros e percebo que suas presas estão a mostra. Olho ao redor para ver se mais alguém percebeu, no entanto, este não parece ser o caso. Ela respira fundo e quando estou prestes a perguntar algo, ela se levanta e pede licença, saindo da sala. Penso em segui-la, mas desisto. Não é meu problema, portanto não cabe resolvê-lo. - // - Estou tentando segurar meu lobo que está impaciente, quando ouço o barulho da armadilha que fiz em meu quarto ser ativada. Mesmo a armadilha sendo apenas um sino preso a uma corda que também está preso a maçaneta da porta, ainda me deixa alerta. Isso significa que há um maldito invadindo meu espaço. Peço licença aos anfitriões e assim que saio do salão uso a velocidade super-humana para chegar à porta do quarto. Abro-a sem fazer cerimônias. Capturando o invasor e prendendo contra cama. Recupero meus sentidos. Surpreso pelo cheiro de baunilha e flores silvestres. Observo a moça que está presa sob mim. A luz da lua, que entra pela janela, refletida em sua pele. Ela tenta se soltar e meu lobo rosna fazendo-a se aquietar. Sou entorpecido pelo seu cheiro junto a um cheiro adocicado e baixo minha cabeça até sua orelha. Farejo-a conforme vou descendo pelo seu pescoço, minhas presas saindo e raspando sua pele. Agarro sua cintura e ela geme baixinho. Meu m****o endurecendo instantaneamente. O cheiro de sua excitação mais evidente a cada toque em sua pele. Ela está no cio. Meu peito vibra quando percebo e ela ronrona em resposta, dando ênfase a minhas suspeitas. --- Alfa Nicholas? - sua voz sai embargada. --- Invade o quarto de um Alfa quando acaba de entrar no cio. Quais são suas intenções aqui, lobinha? - minha voz sai mais rouca do que esperado. Ela prende a respiração. Abre e fecha a boca enquanto tenta dizer algo. Provavelmente alguma desculpa esfarrapada. --- Não invadi seu quarto, alfa. Nem ao menos sabia que este era seu quarto. E mais, não há como eu estar no cio quando tomei as ervas a poucas semanas! - óh! Agora parece estar com raiva. Embora ainda excitada. --- Mas está! E pare de mentir, me viu mais cedo pela janela. Sabia que este era meu quarto! O que pensou que conseguiria quando entrou aqui? E no cio ainda?! - aperto sua cintura um pouco mais forte, fazendo-a gemer mais alto. c*****o! Desse jeito vou acabar perdendo o controle. --- Já lhe disse que não sabia que este era o seu quarto, muito menos que estava no cio! E por que diabos acha que eu procuraria logo o seu quarto se tivesse ciência destes acontecimentos?! - aparentemente, está ofendida. Estou prestes a responder sua pergunta, quando seu cheiro fica ainda mais forte. Pronto para chamar qualquer macho que estiver por perto. Seus olhos ficam roxos e suas presas aparecem. Merda! Meu lobo está com os nervos a flor da pele, implorando para fode-la e não sei quanto mais de autocontrole ainda me resta.
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