CAP 05 CAROLINA BORGES

1291 Palavras
CAROLINA BORGES Hoje comecei a trabalhar, até que não tem muito serviço o dia está tranquilo, tínhamos apenas uma possível admissão um RN de 25 semanas, paciente já estava internada no hospital e estavam tentando segurar a gestação, seria muito melhor para o bebê dentro do corpo da mãe do que do lado de fora, mantive a rotina e continue direcionando toda minha equipe, estava gostando de como a equipe funcionava, se ajudavam para o serviço acontecer, a pediatra plantonista é um amor e o médico coordenador super profissional, percebi que entre eles existe algum tipo de relacionamento, mais da para ver que não se assumem que se gostam, será interessante observar o desenvolvimento dessa relação deles. — Meninas vou ali no RH vê se meu plano de saúde já esta disponível para o uso e se já posso adicionar minha mãe também, qualquer coisa me liguem, volto logo. — Aviso a equipe e vou em direção ao elevador, e dou de cara com o bonitão dos olhos azuis que conheci no primeiro dia — Oi, bom dia, tudo bem? — Pergunto a ele assim que percebe que sou eu. — Há oi, tudo bem, sim, to na correria, hoje tem uma coletiva de imprensa devido à aquisição de novos aparelhos de tomografia, você deve ter visto, e você como está, está indo onde? — Ele me pergunta todo curioso. — Sim, vi o marketing do hospital é muito bom, estou bem me adaptando ainda a cidade, estou indo no RH! — Respondo a ele tentando não parecer tão interessada em puxar assunto enquanto caminhamos, ele parece até diminuir os passos. — Não está indo pedir demissão, não é? — Ele deu um sorrisinho e uma piscadela. — Não, quero vê se já está liberado meu plano de saúde e se posso adicionar minha mãe! — Sorrio, e respondo a sua curiosidade. — Ufa, que bom, nós falamos mais tarde, quem sabe, vou lá enfrentar essa coletiva. — Sorrio com pena dele, dá para perceber que não queria estar fazendo isso, lanço um beijo para ele. — Até mais tarde quem sabe! — Ele pega meu beijo no ar, e sinto meu rosto corar. O Alex é um homem bastante charmoso, tem um corpo muito bem definido e um charme naqueles seus olhos azuis, ele é mais alto que eu nos meus um metro e sessenta e cinco, ele deve ter, no mínimo, um e oitenta, tem uma barba cheia bem aparada e aquele porte de homem quem sabe o que ta fazendo, ai minha Nossa Senhora da calcinha encharcadas, espero que ele não fique andando tanto pelos corredores ou serei obrigada a ficar olhando para ele sempre. Resolvo minhas pendências com o Rh e peço para confeccionar o cartão para minha mãe por que logo ela chega e não quero deixar ela sem assistência médica, pode acontecer algo e, eu gosto de estar prevenida. Na hora do almoço vejo que tem uma chamada do Bruno e mensagens da minha mãe, aproveito que estou na hora do meu almoço e ligo para minha mãe rapidamente. — Oi, Dona Clarice, o que houve, aconteceu alguma coisa, Senhora não é de mandar mensagem quando estou de plantão. — Falo atropelando as palavras, fico preocupada com a minha sempre que ela liga nos dias do meu plantão. — Ha, minha filha seu irmão está aqui, estou preocupada com ele, aquela namorada dele deu um chute na b***a dele, ele ta todo deprimido aqui em casa, liga para ele depois estou preocupada de que ele fique doente assim. — Ouço ela suspirar, então sei que ele realmente está nada bem. — Tá bom, mãe, mais tarde ligo, agora to na hora do meu almoço e tenho mais uma ligação para fazer, juro que amanhã depois que eu descansar ligo pro Cláudio, mãe vou desligar, beijos te amo. — Ela fica meio eufórica querendo saber para que vou ligar, mas apenas ignoro as tentativas dela para tirar informações de mim. — Beijos minha filha, te amo e Deus te abençoe. — Desligo e procuro o número do Bruno que ele salvou na minha agenda, ele me atende no primeiro toque, percebo que tem muitas vozes no fundo. — Oi, linda, tudo bem? — Percebo ele meio inseguro para falar o que precisa. — Oi, Moreno tudo bem, sim, fala comigo, vi que você me ligou mais cedo, desculpa não atender, hoje estou de plantão e o celular fica no silencioso, só vi agora na hora do almoço. — Ele solta um suspiro. — Sabe o que é Carol, minha irmã está internada aí, ela está grávida de 6 meses e estamos preocupados, porque não tivemos notícias dela até agora, será que você pode ir ver se ela e o meu sobrinho estão bem, minha mãe ta para fazer um buraco no chão e não consigo ver ela assim angustiada. — Fiquei com dó da angústia dele, claro que vou ajudar, mas não gostei de ouvir ele me chamando pelo meu nome, prefiro quando me chama pelo apelido. — Claro, Bruno vou olhar ela agora, daqui a alguns minutos eu te retorno a ligação e te falo a situação deles. — Termino meu almoço e vou lá tentar alguma informação, para acalmar o coração do meu traficante. Fui até a maternidade que era de frente ao meu setor, conversei com a enfermeira e disse que Juliana é irmã do meu vizinho e ele me pediu para saber dela. — Ela não está bem, a pressão dela esta oscilando muito, e o bebê esta ficando instável, provavelmente ela terá que fazer uma cesárea de emergência e o bebê vai para UTI, não sei se sobrevive. — Já vi vários RN extremos sobreviverem sem sequelas, mais se o bebê conseguir ficar mais tempo no útero sem fazer m*l para ele e para mãe é muito melhor. — Muito obrigada pela informação, posso vê-la, dizer que esta tudo bem com a mãe dela, ela deve ta preocupada com isso. — A enfermeira apenas assentiu. — Atravessei a porta da enfermaria onde ela estava sorrindo e vi uma moça linda e muito parecida com o Bruno, com cabelos cacheados e bem volumosos, rosto bem definido e de olhos verdes. — Oi, Juliana, boa tarde, me chamo Carolina, trabalho aqui e vim te trazer notícias. — Sorrio para ela. — Conheci o Bruno uns dias atrás e ele me pediu para vir dá, uma olhada em vocês, estão bem angustiados lá na sua casa, já peguei notícias suas com a equipe, você quer que eu dê algum recado, ou peça para trazerem algo para você. — Vi que ela estava com o rosto cansado e sentindo algum desconforto — Oi, você deve ser a mulher que meu irmão dormiu na noite do baile. — Corei quando ela disse isso. — Eu só estou muito cansada e rezando muito para que meu pequeno se comporte e aguente pelo menos mais um mês aí no forninho dele, meu irmão nos contou sobre você e ele ficou bastante interessado, mas ele entendeu o motivo que você não aceitou ficar com ele, meu irmão pode ser o quê é, se é que você me entende, mais meus pais sempre o ensinaram a respeitar a decisão de uma mulher, e acho que ele quer você para ele, mais ele não vai forçar nada. — Fiquei sem acreditar no que eu ouvia ela falar, só conversarmos durante uma noite e tomamos um café juntos e teve aquele beijo. Fico olhando para ela enquanto ela vai soltando tudo o que pode, e percebi que ele e a irmã são bastante unidos e confidentes, e isso me deixou feliz, me faz lembrar da forma que sou com o meu irmão.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR