Capitulo 22 Caveira narrando: O baile tava estourado. O morro inteiro tava na atividade, o som batendo forte nas caixas, e eu, do camarote, só observando tudo. Os vapores, os irmãos, todo mundo se jogando no clima da festa. E quando o Caveira tá no comando, a festa é diferente. Era só olhar em volta e ver o respeito. Teve uma hora que, os vapores já começaram a meter bala pro alto, mó salva em minha homenagem. Era tiro de fuzil, pistola, o que tivesse na mão. O barulho ecoava, fazendo o morro inteiro saber que o dono do pedaço tava presente. — É nóis, Caveira! — um dos menores gritou, erguendo a arma. Eu acenei de volta, aquele sorrisinho de canto que já dizia tudo. Eles precisavam saber que eu tava vendo, que eu tava ali. E eles me respeitavam pra c*****o. Cada tiro que subia pro céu

