Alisson Quatro dias depois, estávamos todos reunidos na igreja. Era dia de casamento. E não qualquer casamento — era o dia em que Bruna e Adelson iam dizer “sim”. A igreja estava enfeitada com flores simples, mas lindas. Cada detalhe tinha sido escolhido com carinho, quase tudo feito pelas mãos de gente do morro. Os bancos estavam cheios de pessoas curiosas, emocionadas, e até espantadas. Não era todo dia que o chefe do morro subia ao altar. Um trafican.te de fuzil no ombro jurando amor eterno numa igreja? Isso ninguém esperava. Mas havia também aqueles que estavam ali porque sabiam, sabiam da história. Sabiam das dores. Gente que tinha visto, de perto, como aquele amor tinha sido construído no silêncio, no cuidado diário, nos olhares trocados no meio de tantas guerras pessoais. Bruna

