Qualquer dia

1170 Palavras

Saulo Prado A semana passou como um borrão de papéis, depoimentos e suor. Reuniões se amontoavam, processos pipocavam em cima da mesa e minha cabeça era uma máquina que não desligava nem durante o banho. Foram três audiências canceladas, uma remarcada de última hora, além de conversas desgastantes com testemunhas contraditórias e clientes desesperados. E no meio de tudo isso… Angelina. Angelina com sua calma quase c***l, com aquele andar leve pelo escritório enquanto o mundo desabava dentro da minha pasta. Entre um embate jurídico e outro, a gente se pegava feito dois viciados. Sem intervalo. Sem pausa na copa, na sala e até na sala reserva. Na quarta-feira, comemos no restaurante do fórum — comida r**m, a conversa pior com a maldita advogada Francesca. O dia ia r**m, exceto pelos mome

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