Apenas um pássaro em defesa

585 Palavras
Enfim ele se aproximou de mim em passos lentos e calculados, fiquei sem saber o que fazer com o coração preso na garganta, respirei profundamente e soltei o ar. Ele se aproximou mais, pensei que iríamos dar nosso primeiro beijo. Ficamos próximos suficiente para sentir a respiração um do outro, seus dedos deslizaram pelo meu cabelo, o frio que eu sentia desapareceu imediatamente naquele momento. Ele olhou em meus olhos com ternura, seus olhos azuis ficaram mais escuros sobre o céu e a neblina. - Angel eu... Ouvi um barulho metálico e fiquei meia sem sentido de onde era o som mas estava cega pelo amor, ele puxou uma lâmina que atravessou minha barriga, sangue saiu pela minha boca junto com uma lágrima nos olhos. Dei um pequeno gemido de dor e ele apoiou uma mão em minhas costas evitando que caísse. -Agh..- fui tão fraca que nem um grito conseguir dar , o olhei, seus olhos não mostrava maldades e nem satisfação apenas o vazio mas senti um leve arrependimento em seu rosto. senti minhas vistas escurecerem lentamente e quando vi apanas o escuro ouvi sua voz. - Me perdoe Angel... Eva e verônica notaram meu desaparecimento do colégio , não me viram desde que amanheceu, intrigadas foram falar com madre Madalena sobre minha ausência, mas tinha certeza que Verônica só queria que eu fosse punida. - Como não a viram mais ? - Bem. Acordei e notei que não estava , pensei que já tivesse levantado mais cedo para aproveitar o sol no terraço, mas nada. - Eva disse , no fundo estava preocupada de verdade comigo , afinal éramos irmãs, porque nos conhecemos desde a adolescência quando tínhamos apenas dezesseis anos , e agora já estamos com quase vinte e três. Madre Madalena franziu o cenho e se levantou. - Olhem no quarto direito. - Vou olhar novamente no terraço.- disse verônica sabendo que não me veria. Sem resposta no quarto e no terraço, verônica dirigiu-se até o meu quarto encontrando Eva sem resposta. - Também não encontrei. - É. Eu sei Quando iam sair verônica bateu o pé em algo de papelão, olhou para baixo e debaixo da minha cama encontrou uma coisa diferente. - Sabe oque é isso Eva? Eva não sabia que eu tinha aquilo então negou. - Não . Nunca vi Verônica sorriu sabendo que aquilo poderia me causar graves problemas, afinal ela amava isso. Levou o objeto até a mesa da madre colocando em sua vista. -O.que é isso, irmãs? - Não sabemos madre, mas encontramos debaixo da cama dela. Madre franziu o cenho olhando em cima da mesa aquela caixa rosada com um laço de cetim azul. Acordei com uma dor imensa na barriga e na cabeça ,demorei voltar às vistas certas. Me sentei; estava em uma cama , um quarto com cores neutras e bastante espaçoso para a minha surpresa . Olhei para a barriga e estava enfaixada e uma minúscula marca de sangue ,foi onde ele me atingiu. Levantei -me com dificuldade mas conseguir ficar de pé , ai notei que estava apanas com a blusa, a calça estava cortada alguns centímetros em cima do joelhos.e os pés nus . O chão estava frio e cortinas tampava as janelas mas vi um pequeno raio de sol , então oque significava que já estava de manhã. A maçaneta se girou lentamente, como se quem a abrisse estivesse com medo de me assustar, como se eu fosse apanas um pássaro em defesa. Sim eu era .
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